quarta-feira, 9 de setembro de 2009

UM COMPROMISSO DE TODOS

A proclamação ou evangelização deve envolver a todos. O texto de 1 Pedro 2:1-10, descreve o que Deus fez pela igreja, dando-lhe uma nova natureza e apresenta Cristo como Pedra angular que é a razão única da existência da igreja, que foi chamada “para proclamar as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”. A igreja não pode perder de vista o seu compromisso evangelístico, transferindo apenas para os pastores a responsabilidade da pregação das boas novas. Todos os membros do Corpo de Cristo são desafiados a proclamar o evangelho como um novo estilo de vida, como um compromisso cristão e como uma profunda demonstração de gratidão ao salvador.

Evangelização como estilo de vida

O apóstolo Pedro lança mão de várias expressões para descrever a nova vida dos cristãos que formam a igreja de Cristo. São expressões aplicadas exclusivamente ao povo de Deus para salientar a sua natureza e o seu estilo de vida. São elas: raça eleita, sacerdócio real, nação santa e povo de propriedade exclusiva de Deus. Ele ainda declara que a igreja precisa “despojar-se de toda maldade e dolo, de hipocrisias e invejas, e de toda sorte de maledicências”. Vivendo dentro desse projeto estabelecido por Deus a igreja terá a proclamação, isto é, a evangelização, como uma conseqüência natural em sua vida, pois “Todo verdadeiro discípulo nasce no reino de Deus como missionário” (Serviço Cristão, p.9).

“Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo: tanto nos que são salvos, como nos que se perdem” (II Co 2.15). Não é possível exalar o cheiro agradável do evangelho transformador de Cristo sem que a igreja esteja cheia do “bom perfume”, que é a nova vida que Deus, em Cristo Jesus, estabelece a fim de que toda a comunidade se envolva com a proclamação das Boas Novas do Reino.

O estilo de vida da igreja é um instrumento do qual Deus se utiliza para que o evangelho seja proclamado. A igreja de Jerusalém, por causa do seu estilo de vida completamente novo, contava com a simpatia de toda a sociedade e “enquanto isso acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos” (At 2.47).

Evangelização como compromisso

Ao declarar que a igreja é “casa espiritual” o apóstolo Pedro afirma que esta casa está edificada sobre a “pedra angular, eleita e preciosa” que é Cristo Jesus. Ela está fundamentada nele e se torna “sacerdócio real”. Todos os crentes são sacerdotes de Deus, conforme apregoou a reforma protestante. Esse é um conceito que revela o compromisso de todos os crentes com o Senhor Jesus Cristo. Sobre isso escreveu Ellen White: “Todos os membros da igreja tenham uma parte a desempenhar...” (Serviço Cristão, p.62). “A cada cristão é designada uma obra definida” (Serviço Cristão, p.9).

Lamentavelmente, muitos pensam que o compromisso é apenas dos pastores, evangelistas e líderes da igreja. Eles esquecem que “a disseminação da verdade de Deus não se limita a alguns ministros ordenados. A verdade deve ser difundida por todos os que professam ser discípulos de Cristo. Precisa ser semeada sobre todas as águas”. (Review and Herald, 22 de agosto de 1899).

“A obra de Deus na Terra, nunca poderá ser finalizada enquanto homens e mulheres que compõe nossa igreja não cerrem fileiras, e juntem seus esforços aos dos ministros e oficiais da igreja” (Obreiros Evangélicos, p. 352).

“Pregar é uma pequena parte da obra a ser feita pela salvação de almas. O espírito de Deus convence da verdade os pecadores, e os coloca nos braços da igreja. Os ministros podem fazer sua parte, mas nunca poderão realizar a obra que compete à igreja” (Testemunhos Seletos, vol.1, p. 455).

O compromisso dos cristãos do primeiro século deve nos inspirar ainda hoje. Quando levantou-se a perseguição contra a igreja de Jerusalém, aqueles que foram dispersos revelaram que verdadeiramente estavam comprometidos com a pessoa do Senhor Jesus. Em Atos 8:4 se lê: “Entrementes os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra”. É preciso que cada um entenda que fomos chamados para “proclamar as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”.

Evangelização como Gratidão

O salmista, completamente tomado por um sentimento de gratidão a Deus exclama: “Que darei ao Senhor por todos os seus benefícios para comigo? Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor. Cumprirei os meus votos ao Senhor, na presença de todo o seu povo” (Sl 116:12-14). Muitos daqueles que eram curados por Jesus saíam proclamando, cheios de gratidão, pelo que Jesus fizera por eles. Uma igreja agradecida a Deus pelo seu grande amor não pode cruzar os braços, cerrar os lábios e deixar de realizar o ministério de proclamação das Boas Novas do Reino.

A missão evangelizadora da igreja é fruto de seu compromisso com Jesus, um sinal de obediência e uma manifestação natural de gratidão por ter sido alcançada com a misericórdia de Deus. Assim, se a proclamação expressa a nova vida da igreja e é sinal de compromisso e gratidão, concluí-se que ela está plenamente consciente de que “é um erro fatal supor que a obra de salvação de almas dependa só do ministério...” (Atos dos Apóstolos, p. 110). E que “os pastores podem pregar sermões aprazíveis e convincentes e fazer muito esforço para edificar a igreja, e fazê-la prosperar, mas a menos que seus membros façam individualmente sua parte como servos de Jesus Cristo, a igreja estará sempre em trevas e sem força. Endurecido e tenebroso como se acha o mundo, a influência de um exemplo verdadeiramente coerente será uma força para o bem”. (Testimonies, vol. 4, pp.285 e 286).

Pr. Érico Tadeu Xavier
Pastor Distrital em Cascavel
Doutor em Ministério pela Faculdade Teológica Sul Americana

1 comentários:

Ola acho que todos temos o dever e o previlégio de anunciar as boas novas afinal é um mandamento.

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