segunda-feira, 3 de maio de 2010

UMA PASSAGEM INTERESSANTE!

Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento; e, tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade, porque sois, juntamente, herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompam as vossas orações”. I Pedro 3:7

Esta passagem dá medo. Se eu sou um mau marido, parece que Deus não ouve minhas orações, se não dou amor a minha esposa, se não vivo em entendimento com ela, minha oração não chega ao céu, é interrompida.

Sentiu a importância do viver conjugal?

Não é que Deus não queira ouvir minha oração, mas é que se trato mal minha esposa, se falo rudemente com ela, se sou intolerante, ou se a ignoro, não terei coragem de a noite segurar nas mãos de minha esposa, ajoelhar-me ao lado de minha cama e orar ao Senhor dizendo: Senhor, obrigado pelo dia maravilhoso que me destes, obrigado pela esposa que me dás!

Como diremos isso? Sabe o que fazemos quando somos maus maridos? Não oramos. Não temos coragem de nos aproximarmos do trono do Senhor.

Viver a vida comum do lar corresponde a ajudar nas tarefas domésticas que a esposa precisa fazer mesmo trabalhando fora para ajudar no orçamento familiar. Corresponde também a participar na educação dos filhos, em suas tarefas escolares. Ouví-los com ouvidos atentos como fazemos quando ouvimos qualquer irmão da igreja quando vêm em busca de conselhos. Por isso Pedro diz, fazei isto com discernimento.

Enquanto escrevo sinto uma ansiedade e peço: “Senhor, me ajuda a saber separar o trabalho da família e ainda assim dar tanto valor a minha família quanto dou ao trabalho”.

O apóstolo diz que a mulher é mais frágil, mas não creio que esteja falando do aspecto físico e sim da maneira como a sociedade de sua época menosprezava a mulher. Ainda restou um pouco disto hoje, mas o conselho é: “tratai-a com dignidade”, como Deus a considera, “herdeiros da mesma graça de vida”.

Temos tantas pessoas para ouvir, tantos necessitam da nossa ajuda, tantas por quem orar, mas nossas orações serão interrompidas se não vivermos bem nossa vida no lar.

Consideremos, portanto, primeiramente o que é básico de acordo com a Palavra de Deus. Oração com a esposa, culto familiar, a comunicação correta com a família. Só então, nossas orações particulares em favor de todos aqueles que esperam que intercedamos por eles, serão respondidas.

Pr. João Batista
Associação Paulista Central – UCB

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