terça-feira, 8 de junho de 2010

CRESCIMENTO ESPIRITUAL É PROPORCIONAL AO EXEMPLO ÉTICO

“Importa que ele cresça e que eu diminua.” João 3:30

O casamento é um grande marco na vida do ser humano, por isso nos tempos bíblicos, entre os judeus, era comum a escolha de um amigo próximo para cuidar dos detalhes de uma festa nupcial. Tamanha responsabilidade não deveria ser entregue a qualquer pessoa, mas sim a um amigo próximo. A este amigo, repleto de alegria e dedicação por ter-lhe confiado tamanho privilégio, era conhecido como sosheben.

Durante os momentos em que o sosheben tinha contato com a noiva, ressaltava-lhe informações e aspectos positivos, acerca do noivo. Partes importantes da cerimônia também ficavam a cargo do sosheben, porém, quando se concluíam as festas e ritos, após diligente preparo do leito nupcial, no clímax da cerimônia, entregava-se a noiva para o seu declarado amigo, o noivo. Aí então o seu trabalho estava concluído.

Era este mesmo sentimento de alegria, certeza, e do fiel cumprimento da sua missão que preenchia o coração de João Batista. Como alguém que tinha preparado o caminho, falado do “Noivo” (Jo 1:29-30 ), apresentado Suas credenciais (cf. Jo 1:33-34), e vivenciava a grande expectativa de entregar a noiva, os seus seguidores, ao noivo Jesus (cf. Jo 1:23; 3:28). Sua missão estava chegando ao clímax. Importava que João saísse de foco e todos os holofotes se voltassem para o Noivo e Messias, Jesus.

Com o ministério de João é possível extrairmos algumas pérolas para o nosso. Recordo-me quando fui transferido para um novo distrito. À medida que visitava os membros, alguns afirmavam que eu tinha grande carinho por eles, nunca antes um pastor tinha dedicado tanto tempo na solução dos seus problemas. Fiquei muito feliz e o sentimento de “superioridade” inundou meu coração. Eu também tinha me afeiçoado muito aos membros do distrito, e depois de alguns anos ali, o meu presidente informou-me da minha transferência para outro distrito.

Os membros me visitavam numa intensidade ainda maior e me informaram que haviam formado uma comitiva, munidos de um documento contendo várias assinaturas, solicitando minha permanência. Meu coração pulsava numa intensidade maior. O desejo de ficar nos holofotes do distrito era grande, mas o texto de João 3:30 chamou minha atenção, para o que eu deveria fazer daquele instante em diante.

Comecei um processo de preparação, e assim como João preparou o caminho, eu também o fiz. Grande foi a felicidade do meu sucessor, ao ser tão bem recepcionado pelos membros do distrito. Olhando para trás, vejo que o meu colega de ministério, foi tão bom quanto o que o distrito almejava. Pessoas das quais deveras vezes eu havia tentado batizar, porém sem êxito, ele conseguiu!

Repetidas vezes, em situações de transferências, somos tentados a não prepararmos o caminho para o nosso sucessor. Isso pode acontecer por comodismo, porque não queremos perder a “evidência” ou até por mera insegurança. Que o exemplo ético de João seja o nosso, demonstrando assim maturidade emocional e concomitantemente crescimento espiritual.

Pr. Jefferson Silva Souza
Missão Bahia do Sudoeste (UNeB)

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