sábado, 17 de julho de 2010

Deputado brasileiro e juíza argentina se posicionam contra casamento gay

Na última madrugada da quinta-feira, 15 de julho, o Senado da Argentina aprovou o reconhecimento do casamento civil de casais homossexuais.

Em entrevista a UOL Notícias o deputado Paes de Lira (PTC-SP) qualificou a decisão como “um exemplo danoso” para a região.

Segundo ele “a Constituição do Brasil é muito clara: o casamento é a união entre mulher e homem, a família origina-se dessa união”, afirmou o deputado Lira. “Os modos alternativos são uma realidade com as qual temos que conviver, mas essa realidade não encontra respaldo nos fundamentos cristão de um país como Brasil ou mesmo Argentina”.

Para o deputado, a decisão do Senado do país vizinho é “surpreendente”. “Infelizmente os parlamentares optaram por essa linha, depois da pressão de grupos minoritários muito organizados, muito barulhentos, com financiamento internacional”, afirma.

“Tenho confiança que uma legislação assim no Brasil não passa. Eu faço parte dos que vão impedir isso de todas as formas. É inconstitucional”, argumenta Lira. “O casamento existe para perpetuação da espécie humana; até por percalços naturais, não há perpetuação com pessoas do mesmo sexo”.

O deputado acrescenta que nenhuma forma de união civil deveria ser admitida, tampouco a possibilidade de adoção por parte de casais gays. “Adoção deve ser feita por uma família, e não por um simulacro de família”, afirma. [UOL]

Outro posicionamento que se destaca é o da Juíza de paz argentina Marta Covella que afirmou nesta sexta-feira que jamais realizará o casamento de casais homossexuais.

"Que me acusem do que quiserem. Deus me diz uma coisa e eu vou obedecer com todo rigor, mesmo que custe meu posto e mesmo que me custe a vida, porque primeiro está o que Deus me diz", afirmou Marta Covella, juíza de paz da cidade de General Pico.

"Fui criada lendo a Bíblia e sei o que Deus pensa. Deus ama a todos, mas não aprova as coisas ruins que as pessoas fazem. E uma relação entre homossexuais é uma coisa ruim diante dos olhos de Deus", assinalou ainda.

A nova legislação visa a reformar o Código Civil mudando a fórmula de "marido e mulher" pelo termo "contraentes" e prevê igualar os direitos dos casais homossexuais com os dos heterossexuais, incluindo os direitos de adoção, herança e benefícios sociais. [Terra]

Mas, a afirmação que mais me chama atenção é a da Bíblia. "Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne" Genesis 2:24.

Certamente a juíza Marta Covella pode dizer como Paulo. "Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego" Romanos 1:16

Pr. Evandro Fávero

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