sábado, 24 de julho de 2010

Missão Malásia: Batismos e Dra. Hindu - continuação

Lalitha (foto ao lado) nasceu num lar metodista na Índia, filha de um reverendo metodista. Quando jovem, apaixonou-se por um jovem hindu, homem de negócios que viajava muito pelo sudeste asiático (Veja as referências sobre hinduísmo em Núcleo de Missões).

Impressionada com o glamour da vida rica, ela decidiu casar com ele. No início, havia as promessas de que as diferenças de religião não afetariam o casamento. Mas essas promessas duraram pouco.

O marido a obrigou a se converter ao hinduísmo. Por sua personalidade, ela sempre fez tudo com dedicação e entrega; nada em sua vida é superficial. Lalitha é uma pessoa muito decidida. É uma diversão estar perto dela.

Ela se dedicou ao hinduísmo com toda a intensidade que lhe é peculiar. Adorou todos os deuses e ofereceu sacrifícios de todas as espécies para todos os deuses que conhecia. Invocou os mortos e lhes ofereceu sacrifícios. Tudo o que o hinduísmo tinha para lhe oferecer ela buscou.

Quando o pai, o reverendo metodista, lhe falou sobre oração a Jesus, ela mandou que ele se calasse. Ela negou a pouca luz que tinha e desvairadamente se entregou ao paganismo. Nunca mais cogitou a possibilidade de pensar em Jesus ou na fé de seu pai.

Durante 32 anos ela viveu esse frenesi supersticioso, mas ela confessa que nunca sentia satisfação e paz. Quanto mais buscava a excitação supersticiosa, tanto mais ela prosperava, mas tanto menos ela se sentia em paz.

Com 32 anos de casados, um ataque do coração fulminante tira a vida do marido, que é enterrado com todas as honras do hinduísmo. Desnorteada, Lalitha que vivia em Singapura, na Malásia ocidental, sente um chamado estranho para ir para a Malásia oriental, para o estado de Sabah. Ela nunca havia ido para Sabah e não tinha nada que a atraísse. Não tinha amigos e nem parentes ali, mas aquela voz não parava de chamá-la.

Alugou as propriedades que o marido lhe deixou e um ano atrás ela foi para Sabah e se instalou por aqui. Médica de formação extensa, ela logo conseguiu um trabalho. Alguns amigos a chamaram para assistir a um culto numa igreja cristã pentecostal, e ela aceitou. Profundamente impressionada, ele se debruçou sobre a Bíblia e descobriu o Salvador.

Ao ler a Bíblia, ela sempre se deparou com o sábado. Em sua igreja lhe diziam que a palavra sábado quer dizer descanso (certo) e que ela podia escolher em qual dia descansar (errado). Inquieta, ela pediu a Deus que lhe mostrasse o caminho certo, pois ela queria ser totalmente fiel a Deus.

Ela foi batizada e na igreja lhe cobraram o dom de línguas. Desesperada e sem paz, ela suplicou de Deus uma solução para sua vida. Quando estava no carro em plena chuva, no estacionamento do supermercado, ela viu um banner com a inscrição “Truth for today, hope for tomorrow” (Verdade para hoje, esperança para o amanhã) e decidiu ir às reuniões.

Uma irmã da igreja já havia convidado Lalitha para ir, mas ela achou que não devia. No entanto, aquela voz de novo lhe disse: “Vá a essas reuniões.”

Quando chegamos a Kota Kinabalu (KK), eu pensei que todos iríamos encarar mato, vilas pequenas e lutas para não nos infectarmos com as bactérias locais (nos prevenimos com toda sorte de remédios).

Minha parte, pelo menos, foi aproveitar as oportunidades de evangelismo na igreja de alta sociedade da cidade KK. Nesse intento, fui apresentado para a Dra. Lalitha, que na primeira vez que foi à igreja, depois da certeza que teve de Deus de que ela deveria ir, ela disse que não poderia ir segunda à noite, pois tinha compromisso num congresso de médicos. Quando fui veemente no convite para a noite seguinte, ela disse que cancelaria o compromisso e, junto com outros irmãos da igreja de fala inglesa, jantamos fora.

A conversa foi maravilhosa e faz tempo que não vejo tanta sede da verdade como vi durante o jantar. Eu prometi que ela não ouviria de minha boca nada que eu não pudesse mostrar na Bíblia. Ela perguntou sobre a salvação, sobre lei, sobre o sábado, sobre a vida eterna... Saímos do restaurante, convidados a sair, quase meia noite e meia...

BATISMOS

No sábado, 24 de julho, tivemos o maior batismo da história da igreja de fala inglesa desde o início. 22 pessoas foram batizadas entregando sua vida a Jesus só na igreja de fala inglesa.

Temos uns 7 ou 8 interessados, que não poderiam ser batizados agora, mas que serão com certeza instruídos para os próximos batismos.

Na verdade os que foram batizados agora estavam sendo preparados pela igreja. Alguns dos batizandos estavam recebendo estudos e indo à igreja já há 15 anos. Interessante como fazem o voto batismal... Os candidatos ficam de costas para a congregação e para dar sinal de que creem eles levantam a mão para cada pergunta, como na foto acima.

No total, nos cálculos da equipe, teremos umas 120 pessoas sendo batizadas neste sábado, que aqui, começa enquanto vocês aí no Brasil ainda estão acordando um dia antes. Acima o batismo de Chris Nunkatira, um dos batizados na Igreja Adventista de fala Inglesa.

Orem para que tudo dê certo e que a colheita seja do tamanho que o Senhor a dimensionar.

Pr. Berndt Wolter

(Núcleo de Missões)

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