segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Cabo eleitoral ou testemunha?

Batizar é a meta da igreja cristã desde o seu início. Mas o que significa batizar? Certamente concordamos que é mais que mergulhar uma pessoa nas águas e arrolar o seu nome no livro da igreja. O pastor a cada batismo afirma que o faz em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Contudo, antes de ordenar aos discípulos que assim agissem, lembrou-lhes que os estava envolvendo numa missão de extrema importância e alta representatividade. “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os...” Mateus 28:18 e 19.

Essas foram as encorajadoras e desafiadoras ordens dadas pelo Senhor. A cada batismo, sob a autoridade do nosso Criador e Redentor, estamos acrescentando um nome à família do Céu. O batismo é o testemunho que o pecador dá de que aceitou a Jesus como Salvador pessoal.

Infelizmente registramos que, muitos destes que um dia assumiram compromisso de fidelidade a Cristo, abandonam o primeiro amor. Embora não nos surpreenda, pois mesmo entre os 12 discípulos de Jesus houve perda, sempre é de lamentar que tal aconteça.

O perigo reside em nos acomodarmos à perda, sem refletirmos nas causas que levam tantos a abandonar a fé. Usamos todos os recursos disponíveis para dar andamento ao "Ide" de Jesus, mas será que estamos preocupados em que o nosso testemunho seja coerente com a mensagem que pregamos?

A igreja primitiva não tinha prata nem ouro, mas era patente a riqueza espiritual dos que a compunham. “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor... todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum... diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa;... louvando a Deus, e contando com a simpatia do povo. Enquanto isso lhes acrescentava o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos” Atos 2:42-47.

Parece incrível que em tão poucos versos tenhamos uma receita tão completa para uma evangelização bem sucedida. Analise com oração, discuta em família, na igreja ou seu pequeno grupo estes e outros elementos característicos da igreja nos seus primeiros dias, e certamente chegaremos ao mesmo reavivamento.

“A grande obra do evangelho não deverá encerrar-se com menor manifestação do poder de Deus do que a que assinalou o seu início. As profecias que se cumpriram no derramamento da chuva temporã no início do evangelho devem novamente cumprir-se na chuva serôdia, no final do mesmo... Servos de Deus com o rosto iluminado e a resplandecer de santa consagração, apressar-se-ão de um lugar para outro para proclamar a mensagem do Céu. Por milhares de vozes em toda a extensão da terra, será dada a advertência. Operar-se-ão prodígios, os doentes serão curados, e sinais e maravilhas seguirão aos crentes”. Eventos finais, 174 e 175.

A descrição acima não é a de candidatos e seus cabos eleitorais lutando por uma eleição com o entusiasmo que se observa em cada pleito, mas sim de um povo que, de coração crê que apenas o Rei Jesus, pode de fato mudar o mundo. O Senhor espera que cada um de nós tome como pessoal e intransferível, a missão de reproduzir discípulos que por sua vez reproduzam outros e assim sucessivamente.

O mundo precisa saber que no sistema divino de eleição, todos podemos nos candidatar às moradas eternas. Precisamos ir aos currais eleitorais do adversário, e testemunhar a respeito do amor e vitória de Cristo sobre o príncipe deste mundo. Apresentemo-nos como testemunhas vivas do poder e liberdade desfrutados como filhos de Deus e convidemos os incautos a mudarem de partido e de sorte.

O Senhor lembra-nos, porém que nesta eleição não há lugar para indecisos, diz Ele: “Quem comigo não ajunta espalha” Mateus 12:30. Infelizmente, muitos têm se deixado seduzir pelas falsas promessas do inimigo e por isso tem Jesus apresentado um alto índice de rejeição, daí porque, “muitos são chamados, mas poucos escolhidos” Mateus 22:14.

Aqui no Paraná surpreendeu a força que um candidato a Senador apresentou na reta final, ultrapassando seus mais poderosos concorrentes. Quando perguntado do porquê de tão surpreendente resultado, ele afirmou que não gastou dinheiro com cabos eleitorais, mas sim contou com o empenho e admiração pessoal de uma multidão de voluntários que se envolveu com entusiasmo em reproduzir eleitores. Pode nosso Deus esperar menos de nós?

Fixemos nossos olhos na Pátria Celestial. É lá que está nossa verdadeira esperança e salvação. Confiemos naquele que nunca falhou nem nos desamparou. Levantemo-nos com determinação e fé e apressemo-nos para dar o último brado de advertência e fazer o derradeiro convite, pois a vitória está mais próxima do que podemos imaginar.

Você pode estar então pensando, mas o que é preciso para que eu participe desse grande movimento? Eis a resposta: “Disciplina de espírito, pureza de coração e pensamento é que são necessários. Isto tem mais valor que admirável talento, tato ou conhecimento. Uma mente comum acostumada a obedecer ao” assim diz o Senhor “, está mais habilitada para a obra de Deus, do que aqueles que têm capacidades, mas não as empregam corretamente”. Eventos Finais, 176.

Precisamos sentir a mesma inquietação de Paulo. “E enquanto os esperava em Atenas, o seu espírito se comovia em si mesmo, vendo a cidade tão entregue á idolatria” Atos 17:16. A realidade de Atenas se multiplica em nossos dias. Como fiéis atalaias, somos desafiados a permitir que o Espírito Santo nos sensibilize, para que, com ímpeto cada vez mais destemido, cumpramos a missão que há quase dois mil anos foi confiada por Cristo à Sua Igreja. MARANATA!

Pr. Antonio Moreira
Presidente da Igreja Adventista na região central do Paraná (ACP)

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