sexta-feira, 3 de setembro de 2010

"Sou um verdadeiro milagre"

Meu nome é Kauanny Passos Chaicoski (foto ao lado), natural de Guarapuava-Paraná, tenho 18 anos e me formei esse ano no Ensino Médio, sou batizada há 6 anos e sempre ajudei o Ministério Infantil sendo professora dos Primários.

No ano de 2007, fui Diretora do J.A. e professora Associada dos Jovens, gosto muito de cantar, e pretendo me formar em Pedagogia.

Conheci a Igreja Adventista através da esposa do meu tio Wanderlei, ela me convidou para ir a Semana de Oração, gostei muito. Nessa época, eu estava com 10 anos, amei a música, o ambiente, e também a recepção, a cada dia sentia a presença de Deus a me chamar, o Pastor fez um apelo ao batismo, como eu era muito criança, cheguei em casa e pedi para minha mãe e, claro que ela não concordou, pois minha família era católica e eu estava fazendo minha 1ª comunhão. Sei que depois disso, minha mãe não me deixou ir à igreja.

Passados dois anos, comecei a sentir uma dor muito forte em volta do umbigo, perdi dez quilos em apenas uma semana e tinha muito febre, minha mãe me levou a uma médica que foi muito atenciosa, pediu vários exames, porém, no resultado não constou nada, então, ela achou que poderia ser vermes, comecei o tratamento, passado uma semana, desmaiei no colégio, me levaram imediatamente para a Dra. Alissar, ela pediu uma ecografia e uma tomografia, como minha mãe não tinha dinheiro fiquei internada para os exames.

Em nossa casa, morávamos eu, minha mãe, meu padrasto, e meu irmão que tinha 2 aninhos, eu
não tinha nenhum contato com o meu pai, mesmo ele morando na mesma cidade. Com a chegada dos exames a médica pediu a presença do meu pai, para dizer o diagnóstico.

Meu pai compareceu a reunião, a médica perguntou se já havia casos de câncer na família, ele respondeu que não, mas na família da minha mãe, muitos eram os casos. No resultado do exame, constou nódulos perto do intestino e a doutora achou melhor me encaminhar para o Hospital Pequeno Príncipe em Curitiba, onde teria mais recursos, conheci meu pai ali mesmo, era muito estranho, uma situação desconfortável.

Partimos para Curitiba no outro dia bem cedo, junto com meu pai e minha madrasta, chegamos ao hospital e uma equipe médica já estava me esperando. Fiquei internada fazendo quimioterapia, depois de uma semana fiz minha primeira cirurgia por vídeo, mas os pedaços que tiraram do nódulo eram muito pequenos para biopsia, tivemos que fazer mais uma cirurgia.

Enquanto esperava, eu e minha mãe conhecemos uma casal que era adventista, Davi, Leoni e sua filha Fani, que estava com câncer, ela estava fazendo uma nova bateria de exames – Deus estava me mostrando o caminho –. Eles cantavam e liam a Bíblia para mim, me animavam com palavras de esperança, e sempre diziam para eu confiar, pois Deus é o Deus do impossível. Foram embora, e eu fiquei até a próxima cirurgia, em todas as cirurgias que fiz eu ia cantando os hinos 31 e 444 do Hinário Adventista.

Entrei na sala cirúrgica às 8h e só sai às 16h, fui para o quarto e tomei um comprimido, quando minha mãe foi fazer o meu curativo viu que tinha uns pedaços do comprimido no curativo, imediatamente mandou chamar o médico.

O Doutor Silvio Ávila, olhou para minha mãe e disse que a ela ninguém podia enganar. Explicaram que quando eles retiraram um pedaço do nódulo deram também um corte no meu intestino, fiquei com dreno, sonda no nariz e também soro e medicação nos dois braços não podendo nem me mexer, não pude comer por mais de 40 dias.

Os exames foram para São Paulo, estava muito fraca, pesava 17 quilos com 13 anos, os médicos não sabiam o que eu tinha, para eles também era angustiante, para piorar a situação peguei Infecção Hospitalar, fui isolada num quarto, apenas a minha mãe ficava comigo. Quando fiz essa cirurgia, o médico explicou o que tinha acontecido e disse para minha mãe que eu tinha apenas uma semana de vida, pois o câncer estava tomando conta de todos os meus órgãos, eu estava sendo desenganada pelos médicos, mas ela sabia que DEUS era o médico dos médicos, orou, disse que eu era dEle, minha vida estava em Suas mãos. Estávamos passando pelo crisol da vida, que veio para nos moldar.

Sendo que os resultados do exame não estavam prontos, continuava fazendo a quimioterapia, a essa altura, meu cabelo já tinha caído, andava apenas de cadeira de rodas.

O exame chegou e graças ao bom Deus não era câncer, mas os médicos não sabiam explicar o que era, pois os nódulos continuavam lá. O médico disse para a minha mãe que para ele era angustiante, pois ele era professor na faculdade e especialista nessa área, e não conseguiu descobrir o que eu tinha. Comecei a tomar vários remédios que no total eram sete comprimidos, um coquetel de HIV. Tomei durante dois meses, fazia num dia tomografia e no outro uma ecografia e, assim era todos os dias.

O medico pediu mais uma cirurgia, gravou e passou via Internet para mais de doze países, encontraram um caso parecido com o meu na Índia. Depois desses três meses, sem vermos nossa família, como já estava melhor o médico me deu duas semanas para ficar em casa, já estava tudo arrumado, só estávamos esperando o médico passar e assinar os prontuários, mas comecei a sentir uma dor muito forte nas costas, e tive que fazer novamente uma tomografia que constatou que eu estava cheia de pedra nos rins. O médico pediu para minha mãe não me deixar comer nada, pois pela manhã eu passaria por outra intervenção cirúrgica.

De manhã eu estava muito melhor, quando o médico chegou me viu comendo um melão, como o médico viu que eu estava ótima, mandou fazer novos exames que constataram que todas as pedras dos meus rins tinham desaparecido... Nem mesmo os médicos sabem explicar o que eu tinha, e nunca foi comprovado nada.

Naquele ano, perdi o ano letivo, contudo, tive o privilégio de ver o poder de Deus na minha vida. Devido ao testemunho daquela família, nos meus primeiros dias no Hospital Pequeno Príncipe, minha mãe aceitou a Verdade, infelizmente, minha amiga não resistiu e faleceu no mesmo ano.

Voltei para casa e minha mãe e eu nos batizamos. Quando entrei no tanque batismal estava com um curativo e tinha que fazer mais uma cirurgia por causa de um cisto que tinha aparecido, lembro-me que falei para minha mãe que Deus iria resolver e foi o que aconteceu, saímos do tanque batismal e a primeira coisa que fiz foi passar a mão na barriga, e minha surpresa foi muito grande, o nódulo não estava mais lá. Desde então, Deus não parou de fazer milagres em minha vida – sou um verdadeiro milagre.

Depois de um ano, meu padrasto aceitou a Jesus e o ano passado meu irmão também foi batizado. Deus transformou a nossa família nesse crisol, e hoje canto e falo desse Deus que operou um milagre na minha vida.
Kauanny Passos

3 comentários:

Oi sou um grande amigo da Kauanny, e conheço bem a história dela. Gostaria de parabenizar voces por terem testemunhado através deste blog, o testemunho de vida dela. Mas por outro lado, nós estamos curiosos para saber quem foi a pessoa que lhes forneceu este relato. Será que vocês poderiam nos dizer?
Ass: Jê e Kauanny Passos Chaicoski

Olá Jê, quem me forneceu este relato foi a própria Kauanny. Fui pastor dela quando ela morava em Camboriú. Ela escreveu o testemunho dela pra mim para que eu pudesse falar a todos do poder de Deus. Eu já enviei vários e-mails pra ela mas sempre volta. Acho que mudou. Você tem o seu novo e-mail? Aguardo e obrigado por ter entrado em contato.

Pr. Evandro Fávero

Eu sou o namorado da Kauanny e ela realmente é, não só uma bênção na minha vida, mas na vida de muitas pessoas.

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