domingo, 24 de outubro de 2010

Como conceder e receber perdão

“Perdoa-nos os nossos pecados, pois nós também perdoamos a todo o que nos deve.” Lc 11:4 (BLH).

Conta-se o caso de uma jovem pianista que aprendeu uma lição de misericórdia e perdão de uma grande pessoa, e de modo estranho. Ela havia dado concertos como pianista, em muitos lugares da Alemanha. Para aumentar sua fama, anunciava-se como discípula de Lizt. Ao chegar a uma cidade onde havia conseguido ser conhecida enganando, ficou muito perturbada quando viu na lista dos recém-chegados ao hotel, o nome de Lizt.

O que ela poderia fazer? Seu engano certamente seria descoberto, e nunca mais poderia dar outro concerto. Em completo desespero, resolveu recorrer à misericórdia do grande artista. Trêmula, rosto molhado de lágrimas de humilhação, ajoelhou-se aos pés do mestre para confessar a fraude e implorar-lhe perdão.

Contou-lhe a história de sua vida. Fora deixada órfã quando criança e como nada mais tinha senão o talento musical, procurou usar o nome do grande mestre, para assim vencer os muitos obstáculos e contratempos sob os quais vivia. Sem usar o nome dele, não teria conseguido nada. Mas perguntou-lhe se ele a perdoaria. Venha, venha, disse o maestro, ajudando-a a se levantar, vamos ver o que você pode fazer. Aqui está o piano. Quero ouvir uma das peças que você vai tocar amanhã.

Ela obedeceu e começou a tocar, timidamente no começo, mas logo com entusiasmo. O grande músico ficou ao seu lado, e em alguns momentos deu algumas instruções e sugestões sobre como melhorar. Quando ela acabou de tocar, o mestre bondosamente disse: “Agora, minha filha, eu lhe dei uma lição de música. Você é discípula de Lizt”.

Antes que ela pudesse recompor-se, ele continuou: “Estão impressos os programas?” Ainda não senhor! Então mande acrescentar ao programa que você será assistida por seu professor, e que a última peça será executada por Franz Lizt.

Não existem palavras melhores para ouvir dos lábios de alguém que ofendemos do que: “Sim, eu te perdôo.” O mal só pode ser dominado pelo bem e nunca por outro mal. Por isso, uma ofensa nunca desaparecerá por meio de vingança. Porque dinheiro, ódio ou violência, usados contra o ofensor não remove o mal cometido, mas, ao contrário, incita a outras vinganças, lutas e desforras.

Deus, conhecendo o coração do homem, depois de contaminado pelo pecado, estabeleceu a única maneira de acabar com questões entre os homens – o perdão! Perdoar e ser perdoado.

Ofender, qualquer um pode, não se precisa inteligência, educação, cultura ou coisas semelhantes. Mas, para perdoar é preciso que o coração tenha sido cheio pelo amor que vem do Calvário, ouvindo dos lábios de Jesus: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.” Lc 23:34.

Que alívio para o transgressor! O rei Davi diz: “Confessei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniqüidade do meu coração.” Sl 32:4.

Portanto, para todos os que confessam suas transgressões a Deus, a promessa é: “Bem-aventurados aqueles cujas iniqüidades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos.” Rm 4:7.

Por ser o amor que conduz ao perdão, Jesus ensinou aos discípulos a orarem: “Perdoa-nos os nossos pecados, pois nós também perdoamos a todo o que nos deve.” Lc 11:4.

Meu amigo, se você tem algum tipo de problema com o seu próximo, use o método de Jesus Cristo, procurando resolver tudo com a força do amor, perdoando e pedindo perdão, pois o “perdoar é divino”.

Somente assim, você poderá sentir em seu coração a “paz” que Jesus prometeu nos conceder. Que Deus te abençoe e te guarde!

Feliz semana!

Pr. Thomas Kloppe
Distrital em Laguna – SC

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