sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A raiz da infidelidade

“Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; então, pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não contaminar-se” Daniel 1:8.

Não são poucos os ministros que estão sofrendo com as consequências de um adultério real ou virtual. Graças a internet, a espiritualidade de diversos obreiros tem sido dilacerada por imagens e filmes que, como um vírus em um computador, a destrói aos poucos.

O que foi descrito acima são os frutos do pecado na vida de alguém que jurou perante Deus, seus familiares e amigos, uma vida de retidão, como esboçada na Bíblia. Como chegamos a este ponto? Seria apenas o espírito de uma era ou poderia ser a mais pura realidade de um caráter não trabalhado pela família?

Recentemente eu estava ouvindo um sermão do renomado filósofo e apologeta cristão Ravi Zacharias. O texto bíblico analisado é Daniel capítulo 1. Em determinado momento, Zacharias disse: “Se eu pudesse recomeçar meu ministério como professor de teologia, eu investiria mais tempo ajudando meus alunos a moldarem o caráter, do que com informações impressas em livros com mais de um século.” Acredito que como obreiros, podemos estar certos que se trabalharmos por este caminho, alcançaremos mais êxito particular e coletivamente.

No livro de Daniel 1, creio que podemos encontrar a solução para o problema do caráter. Apesar de ter sido tentado nos aspectos mental (v. 4), físico (v. 5), e espiritual (v. 6), Daniel permaneceu íntegro diante de tais provações. Como? Para ele, qualquer fracasso espiritual era automaticamente uma contaminação (v. 8)! Enquanto lidarmos com o pecado como um animal de estimação, seremos cada dia mais domesticados pelo príncipe das trevas.

Ellen White escreveu: “Alguns homens não tem firmeza de caráter. Assemelham-se a uma bola de cera e podem ser moldados em qualquer aspecto concebível. Não possuem forma e consistência definitivas e são inúteis no mundo. Essa fraqueza, indecisão e ineficiência precisam ser vencidas. Existe no verdadeiro caráter cristão alguma coisa de indomável que não pode ser moldada nem subjugada pelas circunstâncias adversas. Os homens precisam ter, moralmente falando, espinha dorsal, uma integridade que não é vencida pela lisonja, pelo suborno ou o terror” (TI5, p. 297).

Que o seu e o meu ministério sejam marcados pela integridade no caráter, assim como a vida do profeta Daniel.

Pr. Luiz Gustavo S. Assis
Associação Central Sul-Rio-Grandense

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