sábado, 11 de dezembro de 2010

Igreja cheia do Espírito

O que aconteceu no Pentecostes não pode ficar apenas nas páginas da História. O poderoso derramamento do Espírito com seus extraordinários resultados podem se repetir; os maravilhosos relatórios de Atos 2:42-47 podem ser experimentados em nossa igreja hoje.

Firmeza doutrinária: “E perseveraram na doutrina dos apóstolos.” – Uma igreja cheia do Espírito Santo não segue doutrinas de homens, nem tradições humanas, mas é uma igreja que leva a sério a Palavra de Deus, tendo apego às verdades eternas. Alguns correm atrás de novas doutrinas e experiências estranhas à revelação divina. Ellen White escreveu: “Não é prova conclusiva de que um homem é cristão manifestar ele êxtases espirituais sob circunstâncias extraordinárias. Santidade não é arrebatamento.” – Atos dos Apóstolos, p. 51. Alguém disse: “Avivamento sem doutrina apostólica é agitação humana, é fogo sem calor, é tiro sem projétil, é trovão sem chuva, é árvore sem raiz e sem fruto, é esforço inútil.”

Comunhão profunda: “E perseveraram... na comunhão, no partir do pão... todos os que creram estavam juntos.” – Uma igreja cheia do Espírito Santo sabe o que é ter uma só alma, ser unidos de pensamento e ter comunhão do Espírito. Em uma igreja assim: desavenças e intrigas desaparecem, o perdão é praticado, as feridas são curadas e os relacionamentos restaurados. Não há espaço para divisões. Pela ação do Espírito Santo, os muros caem. Quando “o óleo desce” (Salmo 133) os irmãos vivem em união.

Perseverança na oração: “E perseveravam...nas orações.” – os discípulos permaneceram no cenáculo por dez dias em oração e comunhão com Deus. Veio o Pentecostes e eles continuaram em oração. Ao longo do livro de Atos vemos a igreja sempre em oração. Todos os problemas deles foram solucionados através da oração. Os crentes eram dependentes da comunhão com Deus. Eles oraram na escolha de Matias (1:23 e 24), oraram na escolha dos diáconos (6:1-7), oraram pelo poder do Espírito Santo (1:14; 2:1; 4:31 e 8:15), oraram pelos doentes (9:40; 28:8) e, quando perseguidos, recorriam à oração (12:1-12; 16:24-26). Precisamos aprender a orar com os homens e mulheres da Bíblia.

Temor de Deus: “Em cada alma havia temor”. – Vivemos em um mundo onde as cosas de Deus são escarnecidas e motivo de anedotas. O nome do Senhor é usado em vão. Lamentavelmente, muitos crentes têm perdido o temor de Deus e estão brincando com Deus. Não estão levando a sério a fé e o respeito pelo Altíssimo. É preciso um avivamento que produza santidade, pois, ninguém verá o Senhor sem santidade (Hebreus 12:14).

Presença do extraordinário: “E muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos”. – Os milagres estão por todo o livro de Atos: Pedro e João, na Porta Formosa do templo (Atos 3); Filipe em Samaria (Atos 8); Pedro em Jope (Atos 9); Paulo em Malta (Atos 28) – são alguns dos exemplos. A igreja hoje também poderá presenciar essas maravilhas. Ellen White profetizou: “Servos de Deus com o rosto iluminado e a resplandecer de santa consagração, apressar-se-ão de um lugar para o outro para proclamar a mensagem do Céu. Por milhares de vozes em toda a extensão da Terra, será dada a advertência. Operar-se-ão prodígios, os doentes serão curados, e sinais e maravilhas seguirão aos crentes.” – O Grande Conflito, p. 612.
Se hoje não presenciamos mais prodígios e sinais, talvez seja pelo fato de estarmos menos envolvidos do que a igreja apostólica na proclamação do evangelho.

Ajuda aos necessitados: “E tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade.” – A igreja apostólica nos dá um exemplo extraordinário de amor em prática. O amor se tornou tão real que o livro de Atos nos diz que “nenhum necessitado havia entre eles” (4:34). A presença do Espírito Santo fez da igreja apostólica uma comunidade solidária. Um bom exemplo foi o de Barnabé. A respeito dele a Palavra registrou: “como tivesse um campo, vendendo-o, trouxe o preço e o depositou aos pés dos apóstolos” (4:37). Uma igreja cheia do Espírito Santo se preocupa com os necessitados e os socorre.

Presença na casa de Deus: “Diariamente perseveravam unânimes no templo.” – O culto de uma igreja avivada pelo Espírito se torna um momento de prazer e de poder na presença do Senhor. Os crentes avivados chegam cedo à casa do Senhor. Templo estremece pelos cânticos da congregação. Pecadores são atraídos e convertidos. Ir à casa do Senhor é motivo de alegria (Salmo 122:1).

Alegria e singeleza de coração:“tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração”. – Uma igreja cheia do Espírito é uma igreja alegre. A alegria é fruto do Espírito Santo (Gálatas 5:22). É impressionante que os apóstolos mesmo quando perseguidos e aprisionados não perdiam a alegria (Atos 5:40-42; 16:22-25). Os discípulos transbordavam de alegria (Atos 13:52). Eles entenderam que “a alegria do Senhor é a vossa força” (Neemias 8:10).

Louvor a Deus: “louvando a Deus.” – O louvor é o resultado da presença do Espírito Santo. É o Espírito que inspira perfeito louvor. A alegria e o louvor caracterizam um igreja cheia do Espírito Santo. Onde há louvor não há espaço para a murmuração e queixumes. Uma igreja dirigida pelo Espírito Santo não canta por entretenimento, nem para agradar gostos e preferências, mas para louvar ao Senhor.

Simpatia dos de fora: “contando com a simpatia de todo o povo” – A maneira como viviam os crentes despertava simpatia do povo que via neles algo diferente. Havia amor entre eles. Viviam em paz. Não eram fechados, frios ou indiferentes. Eram simpáticos. Eram “o bom perfumo de Cristo”. O estilo de vida da igreja produzia forte impacto na comunidade. A comunidade era atraída pelo exemplo e viver dos membros da igreja. Como necessitamos deste testemunho hoje!

Crescimento numérico: “Enquanto isso acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.” – É o testemunho de vida que leva a igreja a crescer. O testemunho da igreja primitiva não era só de palavras, mas de vida. A igreja era bem alimentada e uma igreja bem alimentada produz frutos. Onde há crescimento qualitativo, Deus dá o crescimento quantitativo. O livro dos Atos nos dá um quadro impressionante do crescimento da igreja apostólica: o primeiro grupo era de 120 pessoas (1:15); logo, mais de 3 mil foram batizados num único dia (2:41); em seguida, o número subiu para 5 mil (4:4); depois, uma multidão agregou-se à igreja (5:14); mais adiante, o número de discípulos é multiplicado (6:7); assim, a igreja se espalhou para além de Jerusalém, pela Judéia, Galiléia e Samaria e, finalmente, pelo mundo inteiro.
Uma igreja cheia do Espírito Santo é comprometida com a Palavra e com a missão. É uma igreja que atrai multidões a Cristo. A igreja da atualidade poderá experimentar o mesmo poder e contemplar os mesmos resultados. O Deus do passado é o mesmo hoje.

Dr. Érico Tadeu Xavier
Pastor na ANP

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