sábado, 8 de janeiro de 2011

Ano Novo, Esperança Renovada

A celebração do ano novo é também chamada réveillon, termo oriundo do verbo francês réveiller, que em português significa “despertar”. Este sempre é um momento de grande reflexão. Paramos, analisamos, e planejamos. Os últimos dias do ano nos trazem a sensação de que as coisas poderão mudar; se más para melhor, se já estão bem, pensamos que o novo ano trará consigo muitas alegrias.

Milhares estão felizes com as festas de fim de ano. Organizando jantares, almoços. Estes são geralmente momentos inesquecíveis, a família e amigos reunidos para comemorar a esperança de dias melhores. Desde criança, aprendi a apreciar muito essas comemorações, os sorrisos, os abraços, o colo da minha avó querida, os tios e primos, todos reunidos. Quantas alegrias presenciei ao longo de minha vida nas festas de fim de ano.

A expectativa do reencontro era tão grande que jamais, nenhum pensamento de descontentamento ou de tristeza veio à mente. A verdade, no entanto, é diferente. Enquanto muitos corações se alegram por reverem seus entes queridos, muitos outros estão em prantos pela perda. Enquanto muitos estão em volta de uma belíssima mesa desfrutando uma deliciosa refeição, tantos outros nada têm. Pode parecer piegas e mesmo desconfortante falar de tristeza neste momento, “um estraga prazer”. Mas fico pensando como vou comemorar o novo ano, se o coração do meu pai está em frangalhos? Seu irmão caçula, o mais querido, mais próximo, faleceu depois de uma fatalidade. Um acidente na BR 020, ele estava retornando de férias, ansioso para chegar em casa, no trevo da BR um carro cruzou na frente do seu e nada pode ser feito. Naquele carro havia uma grande família composta por seis pessoas, nenhuma suportou a tragicidade do acidente.

Tudo isso me leva a pensar em tantos outros casos como este, de morte, ou mesmo de doença, em que pessoas estão sofrendo. Parece contraditório, ano novo, esperança de melhoras, mas as lágrimas insistem em cair. Por mais que tente conte-las, nada pode ser feito. Quantas famílias estão neste momento enfrentando a dor, a doença. Quantos estão sofrendo pelo descaso, pela falta de amor. Sabe, a verdade é que este precisa ser o momento de parar e pensar nestas coisas sim. É tempo de verdadeiramente refletirmos sobre o nosso mundo, nossa sociedade, pensar no ser humano, e ver que muitas coisas não estão indo bem. Este é certamente o tempo de renovarmos as nossas esperanças, não no novo ano, com suas novidades, mas em Deus, nossa grande esperança de glória eterna.

Desde criança aprendi que no Céu, não haverá lágrimas, e desde então, sempre tenho trazido comigo está belíssima passagem: “E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido. E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus. E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.” (Apocalipse 21: 1-4).

Tenho esperado ansiosamente por este dia, ali, todas as razões serão esclarecidas, toda dor removida e todas as alegrias restauradas. Recentemente, o Quarteto Arautos do Rei lançou uma música que fala exatamente da alegria que muitos estão hoje aguardando:

“Mal posso esperar pra herdar, então, meu lar
Conforme a promessa pela qual lutei
Rever os meus amados, que em Cristo descansaram
E ao grande coro quero me unir
E juntos celebrar Jesus...”

Pelas páginas da Bíblia, “Os dias da nossa vida chegam a setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o orgulho deles é canseira e enfado, pois cedo se corta e vamos voando. Quem conhece o poder da tua ira? Segundo és tremendo, assim é o teu furor.Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios” (Salmos 90: 10-14); “E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também” (João 14:3), como também nas belíssimas melodias, podemos renovar nossas forças, pois temos a certeza que ainda há esperança. Esta precisa ser a razão de nossa alegria, mesmo que as lágrimas insistam em rolar, renove suas esperanças nAquele que um dia voltará e nos libertará desse julgo de dor e sofrimento. Este é o momento de nos alegrarmos, pois com o despertar de mais um ano, temos a certeza que nossa redenção se aproxima.

Jorgeana Longo

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