terça-feira, 15 de março de 2011

A evolução tem razão?

Deus não existe! A vida nada mais é do que obra do puro acaso. Nosso planeta tem pelo menos 4,5 bilhões de anos e os fósseis encontrados nos estratos sedimentares, evidenciam que toda forma de vida evolui do simples ao complexo no decorrer de milhões de anos. A seleção natural, um processo que surgiu espontaneamente, é responsável por eu ter capacidade para escrever este artigo, e por você poder lê-lo. Na mente de um evolucionista, todas estas pressuposições são consideradas verdades absolutas, axiomas. Porém, nenhuma delas pode ser provada, muito pelo contrário, sendo portanto, facilmente descartadas. Em vista disso, o leitor pode se perguntar: Porque tantos ao redor do mundo são fervorosos adeptos da proposição evolucionista?
Porque é tão difícil, para tais indivíduos aceitar que "No princípio criou Deus os Céus e a Terra" (Gn 1:1)?

Encontraremos respostas se retrocedermos no tempo, mais precisamente no século V a.C., tendo como cenário a velha Grécia, cuja filosofia influenciou fortemente o mundo antigo e sobreviveu até nossos dias. Empédocles de Agrigento (493-435 a.C.) é o pai da idéia evolucionista. Explicava a origem da vida pela geração espontânea; as diferentes formas de vida não foram produzidas simultaneamente, surgiram gradativamente. Aristóteles (384-322 a.C) apesar de ter apoiado um planejamento inteligente para a vida, dizendo que o “universo anseia pela forma perfeita, que é Deus”(1) (dínamis), em certo momento de sua vida fez a infeliz declaração de que a natureza age por meio de transições gradativas, que vão desde o ser mais imperfeito até o mais perfeito. Ele dizia que pulgas, vermes, ratos, cães provinham espontaneamente da "mãe terra". Por mais inverossímeis que possam parecer, estas idéias sobreviveram dentro da cultura ocidental.

Mais tarde, com o estabelecimento da Igreja Católica Romana, a ciência (boa ou má), foi sufocada e passou a imperar o conceito teológico para explicar a origem da vida. Infelizmente este salutar conceito foi mergulhado no misticismo absurdo e no cego fanatismo religioso da Igreja, que sempre procurou controlar com rédeas curtas o pensamento humano. Com o advento da Reforma Protestante, mudanças ocorreram, mas a herança helênica estilizada com novas e perigosas idéias, gemia por liberdade, e esta libertação veio, com uma carga de profundo ódio à religião. "A classe burguesa na Inglaterra desejava convencer os ingleses que o clero não tinha vocação educacional"(2) , e abriram as portas ao darwinismo, conquistando assim espaço nas escolas e universidades do país, rompendo definitivamente com o poder eclesiástico. Vemos portanto, que há uma dimensão histórica que serve de palco para o desenvolvimento do evolucionismo, e que esta teoria, apesar de não explicar nada cientificamente foi prontamente aceita nos meios acadêmicos, por servir aos interesses capitalistas da burguesia. A este fato, principalmente, se deve sua insistente permanência no meio científico. Por mais paradoxal que pareça, a evolução está muito mais para um movimento de independência e de ruptura (sendo portanto emocional), do que um conceito baseado em fatos e na razão.

Por que tanta renitência em deixar Deus fora da história do universo, como se Ele sentisse satisfação em ocultar as coisas mais interessantes da natureza para Seus filhos e agisse de maneira egoísta? O que ocorre é justamente o inverso, como está escrito em Dt 29:29: "As coisas encobertas pertencem ao Senhor, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei". O caráter de Deus é o de um Pai que incentiva Seus filhos à pesquisa e às descobertas. É Ele quem nos permite avançar nos campos da ciência, para desta forma, vislumbrarmos Suas digitais no mundo em que vivemos.

Darwin foi um evolucionista atormentado, como tantos de hoje, que tremem ao se deparar com a idéia de que sua única esperança reside em se tornar adubo para terra, contribuindo assim para a continuidade dos processos naturais. Certa vez Darwin confidenciou ao seu amigo Graham: "Você expressou minha convicção interior de que o Universo não é conseqüência do acaso"(3). Pouco antes de morrer chorou: "Oh Deus, Oh meu Senhor"(4)! É lamentável que seu pavor pela Igreja ortodoxa da época e pelo espiritismo, o tenham afastado tanto da verdade Bíblica, ao procurar racionalizar a criação de Deus.

Ao atentarmos para a evolução, o que podemos aproveitar de seu legado, é a conclusão de que não devemos procurar destruir idéias e conceitos pela força ou pela tradição, mas sim pelo estudo diligente da Palavra de Deus e o conhecimento de descobertas científicas que se harmonizam com a mesma. Grandes nomes como Newton, Einstein, Mendel, Pasteur, Lewis Marsh, Coffin e outros, têm contribuído para este propósito.

O Criacionismo pode não ter todas as respostas para os mistérios da ciência, mas tem a resposta única e definitiva para o princípio, manutenção e continuidade da vida e do universo: DEUS!

Pr. Jefferson Osmar Hintz

1. Ariel A. Roth, Origens (Casa Publicadora Brasileira: Tatuí, SP), 92.
2. Wellington Silva, Folha Criacionista [Usando a História da Ciência para compreender o desenvolvimento da teoria da Evolução] , nº 62, Março de 2000 - SCB Brasília, pg 4
3. Adrian Desmond e James Moore, Darwin - A vida de um Evolucionista Atormentado (São Paulo: Geração Editorial, 2000), 662.
4. Ibid, 671

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