terça-feira, 22 de março de 2011

Família é transformada pelo trabalho de um Colportor

Filho de Joaquim José Gonçalves e Luiza Agostinha da Graça, Francisco Joaquim Gonçalves casou-se com Maria Caetano Gonçalves no ano de 1923 no município de Araquari - SC.
Mudou-se tempo depois para Joinville para um sítio no bairro do Itinga, e nesta época já tinha dois filhos, João Joaquim Gonçalves e Alfredo Gonçalves. Era um católico devoto e amigo do padre da igreja que frequentava.

Sua história começou a mudar quando certo dia apareceu em sua casa um colportor levando a mensagem da Palavra de Deus. Francisco ficou maravilhado com o que ouviu, porém, quando foram oferecidos alguns exemplares para que ele pudesse ler, Francisco entristeceu-se, pois não sabia ler. O jovem colportor, um anjo enviado por Deus, prontificou-se a alfabetizá-lo ao mesmo tempo em que dava o estudo bíblico, duas vezes por semana estava com Francisco.

Quando terminou os estudos Francisco estava muito feliz, afinal, já sabia ler, e tinha adquirido muito conhecimento da bíblia, então fez um convite ao colportor para que fosse até a igreja católica falar com o padre da paróquia de São Francisco, queria que o padre, seu amigo, também compartilhasse das boas-novas. O colportor prontamente atendeu ao pedido, e ao chegarem foram bem recebidos. Nos estudos bíblicos o padre lia os textos em sua Bíblia, assim ele poderia questioná-los se quisesse, mas nada falava, só observava. Diante de tantas evidências e verdades, em determinado estudo, o padre olhou para Francisco e disse: “Meu amigo se você está buscando realmente a verdade, então siga esta, pois você a encontrou, mas alerto: esse caminho não vai ser nada fácil”. Dito isto, retirou-se. Francisco ficou decepcionado e triste com o padre que mesmo reconhecendo ser aquela a verdade, ainda continuou a pregar outra doutrina para os fiéis de sua paróquia.

Agradecendo ao colportor pela revelação, “Chico”, como era conhecido, foi embora tendo certeza de que havia encontrado a verdade, e fez a escolha certa se batizando na Igreja Adventista do Sétimo Dia. A partir daí, passou a pregar para as pessoas da redondeza e ficou muito conhecido pelas suas belas pregações naquela localidade.

A vida de seu Chico se transformou, antes ele deixava sua esposa para ir aos bailes da região, agora a levava aonde fosse para vê-lo pregar. Sua esposa, Maria, nunca aprendeu a ler, mas conhecia todas as histórias da Bíblia e os hinos do Hinário Adventista. Anos mais tarde, nasceram seus outros filhos: Maria, Quelita, Luiza, Rute, Daniel, e Noemi. Vieram todos morar em Curitiba no ano de 1932, onde Chico trabalhou também como colportor, sendo funcionário da Igreja e atendia as tendas de conferências como um verdadeiro evangelista. De 1936 a 1939 foi zelador da Igreja Central de Curitiba que ficava à Rua Emerlino de Leão, 170 – Centro, onde nasceu seu último filho, Paulo Gonçalves.

Após o nascimento de Paulo, Chico voltou para Joinville onde construiu a primeira Igreja do Itinga. Infelizmente, dois anos mais tarde, ficou gravemente doente (pneumonia) e veio a falecer aos 48 anos idade. Deixou esposa com 5 filhos, pois já haviam falecido 4 dos seus 9 filhos. Hoje dona Maria Gonçalves já é falecida e viveu até aos 83 anos, nesta época frequentava a Igreja Adventista do bairro Santa Quitéria em Curitiba, com toda sua família.

Seus filhos: Alfredo hoje com 84 anos, Quelita com 80 anos, Daniel com 79 anos e Paulo com 74 anos, todos com suas respectivas famílias são membros da Igreja Adventista do 7º Dia, relatam as informações acima citadas, como num álbum de recordações, contando com orgulho a conversão da família Gonçalves, através de um anjo enviado por Deus e, terminam com a seguinte frase: “Reconhecemos que Deus trabalha em prol de seu povo enviando anjos que se dedicam na obra do evangelho com coração e alma, esses são os colportores do passado, do presente e do futuro”.

Jorgeana Longo

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