segunda-feira, 11 de abril de 2011

Estudo apresenta relação entre o jejum e a longevidade dos Adventistas do Sétimo Dia

Estudo científico apresentado no The American Jornal of the Clinical Nutrition sobre a relação entre o jejum e a longevidade dos adventistas do sétimo dia.

Estudos feitos em roedores demonstraram um aumento significativo na expectativa de vida e na resistência a doenças em animais submetidos ao jejum intermitente. A sugestão de que os seres humanos podem reagir de forma semelhante a redução da frequência alimentar, levanta várias questões importantes, tais como: A redução da frequência é viável em humanos? A redução da frequência alimentar pode conferir benefícios para a saúde independente da restrição calórica? Existe um estudo que aponte a relação entre a frequência das refeições e longevidade?

Um artigo recente apresentado por K.S. Stote oferece uma visão sobre este aspecto insuficientemente estudada da nutrição do ser humano. Com relação à primeira questão, o julgamento pelo K.S. Stote e por L.k. Heilbronn demonstrou que a tendência a seguir um regime de apenas uma alimentação ao dia e, em dias alternados, é viável para os seres humanos que participam em ensaios clínicos controlados.

Entretanto, a maior das avaliações subjetivas de abstinência alimentar indicam que a tendência é improvável com pessoas de vida livre.

Além disso, o jejum de uma vez por dia pode comprometer a qualidade da dieta. Na análise, realizada por K.S. Stote, os indivíduos que consomem uma refeição, “apresentaram a satisfação extrema, após a refeição e tinha dificuldade para terminar sua refeição no tempo previsto.” Isto ocorreu apesar da seleção de alimentos altamente energéticos e uma ingestão de fibras de apenas 7,4 g/1000 kcal, que é inferior ao atual consumo adequado de 14 g/1000 kcal. Alimentos com baixa densidade energética, como frutas frescas, legumes, água, dieta rica em grãos integrais e legumes, estão associados com uma dieta de qualidade. Assim, a adesão a uma dieta restrita a uma refeição por dia excluiria a escolha frequente de tais alimentos devido à sua massa.

A comparação direta entre o estudo de K.S. Stote e os estudos realizados em animais é dificultada pelas diferenças metodológicas do experimento. No entanto, a ausência de sobreposição de biomarcadores medidos, sugere que a frequência da refeição reduzida sem restrição de calorias em humanos tem poucas possibilidades de alcançar a mesma extensão considerando o tempo visto em modelos animais.

Como discutido, por K.S. Stote, os muçulmanos que jejuam durante o Ramadã apresentam adaptações fisiológicas ao consumo de duas refeições ao dia. Os adventistas do sétimo dia também seguem uma dieta de 2 refeições ao dia. A proporção de adventistas do sétimo dia que aderem para 2 refeições ao dia como padrão é inferior ao dos muçulmanos durante o Ramadã.

Porém, entre os adventistas do sétimo dia, as 2 refeições ao dia é costumeira e, às vezes o regime é adotado durante toda vida, o que permitiria tempo suficiente para realizar as mudanças estáveis na fisiologia. Os horários das refeições representam uma outra distinção entre esses dois grupos religiosos. Durante, o Ramadã, os muçulmanos comem antes do amanhecer e após o crepúsculo. Já os adventistas do sétimo dia, na sequência de 2 refeições ao dia, normalmente consomem sua refeição final à tarde. Esta amostra resulta em um período mais longo entre jantar e café da manhã, e pode ser biologicamente importante.

Os adventistas do sétimo dia têm uma expectativa de vida maior do que os outros californianos brancos, o que tem sido atribuído as baixas taxas de tabagismo, sua ênfase sobre o consumo de uma dieta baseada em vegetais, e vários outros fatores de estilo de vida. No entanto, a relação entre a redução da frequência alimentar e a longevidade entre os adventistas do sétimo dia nunca foi estudada. Estudos futuros ou similares sobre os adventistas do sétimo dia apresentam uma valiosa oportunidade para esclarecer a relação entre a frequência das refeições na longevidade dos seres humanos. (Am J Clin Nutr October 2007 86: 4 1254-1255 - American Journal Clinical Nutrition - Cartas ao editor).

Nota: "Vale a pena atentar para o conselho de Ellen White: "Não deveis nunca permitir que um bocado vos passe pelos lábios entre vossas refeições regulares”. C.S.R.A., 180 e que "... Coisa alguma se deve comer entre as refeições, nada de doces, nozes, frutas, ou qualquer espécie de comida”. C.S.R.A., 180.

Pr. Evandro Fávero

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