sábado, 2 de abril de 2011

Fidelidade recompensada

“Quem é, pois, o servo fiel e prudente, a quem o senhor confiou os seus conservos para dar-lhes o sustento a seu tempo? Bem aventurado aquele servo a quem seu senhor, quando vier, achar fazendo assim” Mateus 24:45-46.

Ao final de Seu conhecido discurso apocalíptico em Mateus 24, Jesus, utilizando-se de uma pequena parábola, direciona Seus ensinos aos líderes da igreja cristã. À semelhança do senhor da parábola, Cristo espera que nós, pastores-servos de seu povo, possamos prover fiel e adequadamente o alimento necessário aos demais servos que estão sob nossa responsabilidade.

A imagem do “sustento” evocada neste texto não é incomum nas Escrituras e está relacionada com a importante tarefa do líder cristão no ensino da Palavra de Deus. Enquanto o Senhor não vem, repousa sobre os Seus ministros a solene responsabilidade de apresentar mensagens que aconselhem, exortem, consolem e ensinem como crescer continuamente em Sua graça salvadora. “Apascenta as minhas ovelhas” disse Jesus à Pedro (Jo 21:17); “Prega a Palavra” foi a instrução de Paulo à Timóteo (2Tm 4:2); Pedro escreveu aos cristãos da Dispersão “pastoreai o rebanho de Deus” (1Pe 5:2).

Ellen White comentou sobre esta incumbência que o pastor “tem de pregar a ‘palavra’, não as opiniões e tradições dos homens, não fábulas aprazíveis ou histórias sensacionais, para mover a imaginação e despertar as emoções. Não deve exaltar-se, mas, como na presença de Deus, colocar-se perante o mundo a perecer, e pregar a palavra. Não deve haver nenhuma leviandade, nenhuma frivolidade, nenhuma interpretação fantasiosa; o pastor deve falar com sinceridade e profunda seriedade, como uma voz vinda de Deus a expor as Sagradas Escrituras. Cumpre-lhe oferecer aos ouvintes aquilo que é de maior interesse para seu bem presente e eterno” (OE, 147).

O contexto religioso em que vivemos tem apresentado uma “caricatura do Evangelho” ao apresentá-lo como um grande compêndio de auto-ajuda, focado na resolução dos problemas emocionais, físicos ou financeiros, relegando a um segundo plano seu principal propósito: a mensagem completa da salvação em Cristo. Como ministros adventistas, nosso desafio é nos manter fiéis ao chamado que o Senhor nos fez para alimentar corretamente o rebanho, a fim de que assim Ele receba uma “igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém, santa e sem defeito” (Ef 5:27).

Ao assim fazermos, repousa sobre nós a promessa do “Deus que não pode mentir” (Tt 1:2) de que no dia de sua vinda, ouviremos a tão esperada frase: “Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor” (Mt 25:21).

Pr Wellington Barbosa
Associação Sul-Paranaense - USB

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