quinta-feira, 5 de maio de 2011

Resumo da lição 6 da Escola Sabatina

(Para baixar a lição em Power Point clique na imagem ao lado. Você será direcionado para o site Manda Mais - siga as instruções e faça o download)

Título: “O Manto de Elias e Eliseu”

Texto-chave
“Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte”. (2 Co 7:10)

Objetivos

1. Conhecer o significado dos símbolos bíblicos de rasgar as vestes e no lugar, vestir pano e saco.

2. Aceitar o chamado de Deus através do Espírito Santo, simbolizado pelo manto, e de maneira responsável ser usado como servo em Sua obra.

3. Perceber a utilidade que podemos ter se nos entregarmos à direção divina.

Verdade Central

O nome hebraico de Elias significa “Deus é o Senhor”. Nome mais do que apropriado para uma época em que o povo estava em dúvidas quanto a quem era o Senhor, Deus ou Baal. A disputa no Carmelo evidenciou a quem se deveria seguir: Deus. Após essa questão resolvida, Elias restaurou o altar do Senhor que estava derribado, e matou todos os profetas de Baal. Esse feito marcou Elias como um dos grandes profetas de Israel, e sua obra como uma obra de restauração. A alta estima que os judeus têm tido para com Elias, nos séculos posteriores se evidencia pela expectativa popular, baseada na predição de Ml 4: 5 e 6, de que o profeta retornaria a terra para anunciar a iminente vinda do Messias.

Lição de domingo – “Uma voz tranquila e suave”

1. A vida dos servos de Deus também é constituída de altos (vitória no Carmelo) e baixos (medo da ameaça de Jezabel). Não é por sermos cristãos que não virão problemas e até desânimos, mas também não devemos desistir quando estamos por baixo.

2. Os problemas são reais e os perigos nos assustam, mas precisamos de momentos tranquilos com Deus, pois é na quietude que Deus se manifesta e nos mostra o que fazer, e não no poder dos impressionantes ruídos humanos.

3. O manto de peles de camelo era o manto característico do profeta. Quem o usava tinha o respeito do povo, e simbolizava o poder de Deus, assim como a vara nas mãos de Moisés. Diante da presença de Deus, Elias cobriu instintivamente o rosto e se acalmou. Veja Isaías 30:15 e Zacarias 4:6.

Lição de segunda – “A troca de vestimentas”

Como cristãos podemos ter perdas, desânimos, baixos, reveses, etc., mas, diante da presença de Deus somos confortados, animados e motivados para seguir no trabalho. Elias foi comissionado a ungir dois reis e Eliseu. Observe que não há tempo para ficarmos lamentando, Deus nos entende, a seguir nos conforta, e então temos que prosseguir na tarefa de pregar o evangelho. Uma mudança precisa acontecer, vai embora o lamento e entra em cena a ação para inutilizar o lamento.

1. Elias, antes choroso, chama e unge a Eliseu para tornar-se um profeta, e o levou para a escola dos profetas e o discipulou. O símbolo de suas novas responsabilidades era o manto que lhe foi colocado sobre seus ombros.

2. O manto de peles representa o que Cristo quer fazer em nós. O manto é usado muitas vezes como símbolo de vergonha, especialmente quando representa ações humanas em busca de justificação ou méritos próprios. Lembre-se que Adão e Eva quiseram cobrir sua vergonha com folhas de figueira, justificação por suas obras. Deus fez para eles roupas de peles, e os cobriu. A justificação de Eliseu, e sua habilitação para o serviço somente poderia vir do manto de justiça que só Deus, em Cristo, pode prover.

Lição de terça – “O uso de pano de saco”

Elias continua a agir na causa de Deus, e sem medo vai até Acabe para anunciar o juízo de Deus sobre ele, sobre sua esposa Jezabel e sobre seu reino. O antes ameaçado e temeroso Elias, agora anuncia juízo.

1. A mensagem de juízo pode ser amedrontadora, mas pode ser a última chance de arrependimento.

2. O rei idólatra se volta para Deus em busca de misericórdia. Rasga suas vestes, ou seja, pelo menos nesse momento reconhece seus erros, muda de ideia, isso é arrependimento. Veste-se de pano e saco, símbolo de luto, de horror e tristeza. Faz jejum. E o Deus de misericórdia mostra sua compaixão novamente, adiando parte do juízo para os dias de seu filho.

Lição de quarta – “O arrebatamento de Elias”

Havia muita coisa em jogo no arrebatamento de Elias. A reforma espiritual precisava continuar; a escola dos profetas, um projeto iniciado por Samuel e refeito por Elias, precisava prosseguir. Diante disso, o discípulo mais promissor e achegado ao mestre, estava preocupado, com o mestre e com o prosseguimento das reformas.

1. Eliseu não se separou de Elias por causa da herança profética. Como uma espécie de primogenitura, Eliseu era o primogênito.

2. Eliseu rasgou suas vestes, seu senso de dependência de Deus foi demonstrado, não as folhas de figueira, autoconfiança, mas o manto que simbolizava a direção divina, as peles ofertadas por Deus. Antes o manto do chamado, agora o manto da confirmação. E grato a Deus por tal escolha, rasga suas vestes em gratidão e aceitação da missão.

3. Somos gratos a Deus pelo privilégio de trabalhar em sua obra de salvar?

Lição de quinta – “O manto de Eliseu”

O manto de Eliseu ou de Elias, ou vara de Moisés, ou a arca da aliança à frente dos exércitos do Senhor, eram símbolos do poder e da direção divina. A travessia do mar vermelho, ou do Jordão, com Josué, ou Elias ou Eliseu, e a travessia da igreja para a Canaã celestial foi e será possível para os que estão cobertos com o manto da justiça de Cristo Jesus.

1. Nessa travessia não há espaço para os que não têm fé, porque não é necessário ver o milagre, mas crer.

2. Confie que Deus pode usar você como fez com Eliseu, dando-lhe porção dobrada do Espírito.

3. Deixemos de lado nossas vestes de presunção e confiança própria e usemos com alegria e gratidão as vestes ofertadas por Deus, pois nas bodas só estarão os que usarem a roupa que os céus providenciaram.

Conclusão

1. Elias foi levado ao céu sem ver a morte. Apesar das lutas e angústias terrenas, está nos céus representando a todos os que se salvarão sem passar pela morte. Saiu de cena de forma gloriosa.

2. Eliseu entrou para os anais da história sagrada como o maior profeta realizador de milagres de todos os tempos, depois de Jesus Cristo. Fez o milagre da alimentação de pães, curou leprosos, aconselhou reis, ressuscitou mortos, etc. Deus lhe usou duplicadamente em sua obra.

3. Essas histórias mostram a fidelidade de Deus para aqueles que o escolhem e se vestem de sua vontade. Beneficiam-se pessoalmente e conduzem o povo de Deus a vitória. Lembro-me das palavras do velho hino: “Compensa servir a Jesus”.

Pr. Ademir Heinz
Pastor Distrital do Partenon, em Porto Alegre/RS

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