terça-feira, 14 de junho de 2011

Sonegar ou não, eis a questão!

No dia 15 de junho começa a devolução do Imposto de Renda àqueles que fizeram a sua declaração DIRPF, relativa ao ano anterior e somente nos casos em que o imposto retido foi maior que o imposto devido. A cada ano ouvimos e comprovamos que a Receita Federal tem apertado o cerco para que nada passe despercebido aos olhos do Governo no que tange o aumento da arrecadação de impostos federais.

Bem, e o que isso tudo tem a ver conosco? Tem muito a ver! Pergunte-se: Fiz a minha declaração de imposto de renda de tal forma que demonstrei corretamente toda a minha movimentação financeira? Fui honesto com todas as informações fornecidas? Até que ponto procurei um “jeitinho” de não pagar impostos? Ou, o que dizer de importar e não declarar? ou, comprar artigos pirateados? ou, fazer cópias de músicas ou filmes sem o devido direito de propriedade? São tantos “ou isso ou aquilo” que até ficamos confusos se estamos envolvidos nisso tudo!

Acontece que não é de hoje e nem vai terminar amanhã, em que assistimos nos noticiários nacionais os desvios de verbas públicas, as malas de dinheiro, os subornos e compra de apoio políticos em nosso país. Sei que existem governantes e políticos honestos e sérios, mas há um grupo que ainda denigre essa classe de representantes do povo.

Não isento as autoridades públicas pelos erros e fraudes que defraudam a honra e o orgulho nacional de cada brasileiro, mas faço uma pergunta: Isso que ocorre em nosso país nos dá liberdade ou até ameniza nossa consciência em relação ao tributar corretamente? Sejamos diretos: A desonestidade de alguns é motivo para que não tenhamos um caráter genuíno, incorruptível, sendo cumpridores de nosso dever tributário como cidadãos?

Segundo o apóstolo Paulo, pagar devidamente nossos impostos é uma obrigação, mesmo que não concordemos com a aplicação dos mesmos. Em Romanos 13:6,7 lemos: “Por este motivo, também pagai tributos, porque são ministros de Deus, atendendo, constantemente a este serviço. Deem a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”.

Jesus Cristo foi inquirido a devolver imposto. O relato consta em Mateus 17: 24 a 27. Jesus não concordou com a proposta, mas para não “escandalizar” os cobradores, ele ordenou a Pedro que lançasse um anzol na água. O primeiro peixe que foi fisgado, tirado da sua boca foi uma moeda capaz de ser entregue e pago o imposto.

Noutro momento, Jesus foi induzido a cair numa cilada que envolvia definir se era adequado devolver impostos a César. Sem vacilar, Jesus orientou: “...Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” Lucas 20:25. Aqui, mais uma vez, Jesus dá o exemplo na prática da honestidade.

A Bíblia ensina que “todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por Ele instituídas”. Romanos 13:1.

Amigo, comentar o que a Bíblia declara é desnecessário. Mensagens claras, precisas e objetivas. Fazer o certo sempre vale a pena! Tribute!

Por Elton Bueno
em Mente Pensante

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