domingo, 5 de junho de 2011

Vigilante do sábado

O irmão Ildo Link era supervisor de uma empresa de vigilância em Blumenau/SC. Tinha estabilidade e era respeitado por quase 500 funcionários coordenados por ele. Como na maioria das empresas do ramo, o funcionário trabalhava uma noite e folgava outra. E quando sua escala caia no sábado, ele conseguia a troca. Resultado de um acerto feito verbalmente com o gerente em 2007, quando foi contratado. Mas um acidente de trabalho o fez ficar um ano parado. No período a gerencia mudou.

Ao voltar ao serviço, começaram os seus problemas na vida profissional. “O novo gerente não gostava do respeito que os funcionários tinham por mim e da minha fidelidade a Deus. Além disso, algumas coisas erradas aconteciam e eu não apoiava”, comenta o irmão. Para o novo gerente, as trocas de Ildo eram um mau testemunho, por isso o trocou para uma função que não tinha mais contato com outros funcionários.

Na primeira escala de sábado, o irmão Ildo foi conversar com o novo gerente, para pedir sua troca. “Ele disse que trocas estavam momentaneamente suspensas. Mas dias antes eu tinha ido à sede da empresa em Florianópolis e o superintendente tinha me confirmado não haver nenhum problema sobre o assunto”. O fiel irmão notou a perseguição e que o novo chefe só não tinha o demitido ainda por causa dos diretos do Ministério do Trabalho que o davam estabilidade por um ano no trabalho.

“O questionei. Perguntei se ele não tinha me demitido ainda por causa da estabilidade. Ele confirmou. Fiz então um documento em cartório abdicando do benefício. Meu então chefe ficou surpreso com minha fidelidade. Mostrei a ele que princípios são princípios e explanei sobre a guarda do sábado. Então fui demitido”, relembra o irmão.

De cabeça erguida por sua fidelidade a Deus começou a procurar outro emprego. Foi então visitar uma empresa que tinha trabalhado anteriormente, do mesmo setor. Ele tinha saído dela devido a uma grande proposta da empresa que tinha acabado de demiti-lo. Os próprios chefes e donos da época disseram para ele não recusar a oportunidade e que as portas estariam sempre abertas. “Os donos desta empresa me receberam com muita alegria. Eles sabiam da minha fidelidade a Deus e comentaram: ‘Aqui respeitamos cada funcionário e sua religião’. Fui então contratado, e melhor, com um salário maior do que o emprego que tinha acabado de ser demitido”.

Hoje Ildo Link trabalha tranquilamente no novo emprego, ganha mais e pode continuar seguindo os princípios bíblicos. Freqüenta todo o sábado a igreja Adventista Alemã, na cidade de Blumenau, onde é ancião.

Daniel Gonçalves
Assessor de Imprensa

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