sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Resumo da lição 3 da Escola Sabatina

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Título: Unidade no evangelho

Texto-chave
“Completem a minha alegria, tendo o mesmo modo de pensar, o mesmo amor, um só espírito e uma só atitude”. Fp 2:2, NVI.

Objetivos
1. Conhecer a verdadeira base da unidade entre os cristãos, que são tão diferentes entre si, como os judeus eram dos gentios.

2. Sentir e saber avaliar o nível de tensão e preocupação envolvendo o assunto da circuncisão à luz do evangelho da graça.

3. Fazer com que cada cristão tome a decisão de se firmar nas doutrinas fundamentais da fé e da graça.

Verdade Central

A busca pela unidade por parte dos que pregam o evangelho é meritória quando feita com amor e humildade, porém, não deve prejudicar a verdade do evangelho. Embora haja espaço para a diversidade na unidade, o evangelho nunca deve ser comprometido no processo.

Domingo: A Importância da unidade

De acordo com I Coríntios 1:10-13, é importante manter a unidade na igreja?

1. Cristo é o evangelho, Cristo não se divide, nEle somos batizados, apenas perto dEle podemos estar unidos.

2. Os falsos mestres da Galácia acusaram Paulo de ter um evangelho diferente de Pedro e os demais apóstolos e até o chamaram de traidor. Porém, pelo bem da unidade, ele preocupou-se em esclarecer a questão, mas sem dúvida do que pregou, e não negociou os princípios.

3. Manter a unidade apostólica era fundamental, porque uma divisão entre a missão de Paulo aos gentios e a igreja matriz, em Jerusalém, teria trazido consequências desastrosas. Sem harmonia entre os cristãos gentios e judeus, “Cristo estaria dividido, e seria frustrada toda a energia que Paulo havia dedicado, e esperava dedicar, para a evangelização do mundo pagão” F.F Bruce , A epístola aos Gálatas, pág. 111

Segunda-feira: Circuncisão e os falsos irmãos

Por que a circuncisão foi um ponto tão importante na controvérsia entre Paulo e alguns judeus cristãos?

1. A circuncisão foi destinada aos descendentes masculinos de Abraão, como sinal da aliança com Deus, todavia, todas as pessoas eram convidadas para a relação de aliança. A circuncisão exterior devia ser um símbolo da circuncisão do coração, ela representa o despojamento da confiança própria e a busca constante pela dependência de Deus.

2. Na época de Paulo , no entanto, a circuncisão se havia tornado importante sinal de identidade nacional e religiosa, tendo perdido o significado para o qual havia sido originalmente planejada.

3. O que Paulo contestava era a obrigação imposta aos gentios para se submeterem à circuncisão, por parte dos falsos mestres, que declaravam ser a circuncisão, necessária para a salvação, e Paulo firmava a convicção de que salvação é unicamente pela fé em Cristo e não algo obtido pela obediência humana.

Terça-feira: Unidade na diversidade

Paulo afirmou que falsos irmãos “infiltraram-se em nosso meio para espionar a liberdade que temos em Cristo Jesus e nos reduzir a escravidão” Gál. 2:4. Do que os cristãos são livres?

1. Liberdade para Paulo é ser livre em Cristo, é a oportunidade de ter uma vida de livre devoção a Deus. Envolve a liberdade da escravidão dos desejos de nossa natureza pecaminosa, da condenação da lei e do poder da morte.

2. Os apóstolos reconheceram que Paulo havia sido chamado para pregar aos gentios, assim como Pedro para os judeus. Em ambos os casos o evangelho era o mesmo, mas a forma de ser apresentado dependia dos povos aos quais os apóstolos estavam tentando alcançar.

3. Dá para alcançar pessoas de contextos sociais e culturais diferentes, usando métodos diferentes, o mesmo evangelho, porém, contextualizado. Uma unidade na diversidade sem perdas para a pregação do evangelho.

Quarta-feira: Confronto em antioquia

Pedro resolveu visitar a igreja de Antioquia da Assíria, uma igreja gentílica. Participou dos seus costumes até que, com a chegada de um grupo de judeus da parte de Tiago, mudou sua postura, deixando falar mais forte suas convicções culturais. Qual é a influência da cultura arraigada e da tradição em nossa vida?

1. Alguns acham que o problema em Antioquia se referia à condescendência de Pedro com a prática errônea de comer alimentos imundos, porém, é mais provável que a questão fosse compartilhar a mesa com os gentios, costume evitado por judeus por considerá-los imundos.

2. Embora tivesse consciência, ele estava com tanto medo de ofender seus compatriotas que voltou aos seus velhos caminhos. Aparentemente, essa foi a força de atração da cultura e da tradição sobre a vida de Pedro.

3. Paulo considerou hipocrisia e Barnabé também o repreendeu. Palavras fortes de um homem de Deus para outro, que poderiam ser evitadas se houvesse firmeza de propósito.

Quinta-feira: A preocupação de Paulo

Por que Paulo confrontou Pedro publicamente? Qual a razão para agir de maneira tão forte?

1. Na visão de Paulo, a atitude de Pedro não foi uma questão meramente social, mas, ações que afetavam toda a mensagem do evangelho. Em Jerusalém haviam chegado à conclusão de que os gentios podiam desfrutar todas as bênçãos em Cristo, sem ter que primeiramente se submeter à circuncisão. A atitude de Pedro nessa ocasião colocava em perigo este acordo.

2. A atitude de Pedro sugeria supremacia dos judeus e inferioridade dos gentios, a comunidade estava dividida, e isso trazia a perspectiva de uma igreja dividida no futuro.

3. Paulo acusou Pedro de agir de modo judaizante, algo como que querendo impor o modo de vida judaico e colocá-lo acima da unidade e de algo mais importante: o Evangelho.

4. Pedro precipitou-se nas suas ações, Paulo exagerou na abordagem e, Barnabé errou não tendo bom senso por ter sido parcial. Parece que os ambos se deixaram levar por velhas tendências, deixando-nos um alerta para que não descuidemos com o equilíbrio e a coerência que podem causar grandes danos para a unidade na igreja.

Conclusão

1. A unidade é essencial na pregação do evangelho, desde que não prejudique a verdade.
2. A desunião da comunidade cristã e liderança desviam o foco do essencial que é a salvação, e juntamente com a inflexibilidade, podem se fechar as portas para os novos da fé.
3. Precisamos contextualizar a nossa pregação diante deste desafio cultural e globalizado, sem abrir mão dos princípios.
4. Devemos cuidar com as tradições do passado, que podem prejudicar o bem estar da maioria por causa de interesses pessoais, conveniências ou medo.
5. A igreja é o corpo de Cristo e deve permanecer unida, porque cada parte depende da outra e todas dependem da cabeça que é Cristo.
6. Pode haver diversidade na unidade desde que isso não prejudique ou comprometa os resultados.

Pr. Adilson Gonçalves
Departamental de Escola Sabatina na ACP

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