quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Mantendo a sanidade mental em meio à crise financeira

Desde que cheguei aos Estados Unidos, no início de março, o que mais me surpreendeu foi a difícil situação econômica em que o país se encontra. Lojas vazias e preços em baixa. As grandes redes de lojas que antes dominavam o mercado e faturavam bilhões agora dão sinais de fraqueza, e algumas já fecharam as portas. O mercado imobiliário vai de mal a pior; oportunidades de emprego são cada vez mais raras, e milhões de pessoas estão sendo demitidas todos os meses. No Brasil, talvez a situação não esteja como na América do Norte, mas os ventos da crise já estão soprando.

Se você pensa que a crise econômica está afetando somente seu bolso, pense novamente. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a crise financeira global pode afetar sua saúde. Segundo Margaret Chan, diretora geral da OMS, a pobreza, exclusão social e sentimento de insegurança constante estão relacionados com o desenvolvimento de doenças mentais. Um artigo publicado em fevereiro de 2009, no New Englando Journal of Medicine, respeitado jornal médico americano, indica que demissões estão fortemente relacionadas com ansiedade, abuso de substâncias e comportamento antissocial. Ex-fumantes são mais propensos a voltar a fumar. Pessoas que usam álcool geralmente aumentam o consumo de bebidas alcoólicas para lidar com o estresse.

Mas não é só a mente que pode ser afetada. Pesquisadores do Laboratório de Neurociências Sociais da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, relatam que "estresse financeiro pode causar descontrole no sistema cardiovascular". Segundo Louise Hawkley, Ph.D, os níveis elevados de hormônios relacionados ao estresse provocam vasoconstrição dos vasos sanguíneos e aumento da pressão arterial, que aumenta o risco de doenças cardiovasculares, como o infarto.

As próprias operadoras de planos de saúde também poderão sofrer impacto negativo com o desemprego e desequilíbrio financeiro. Com a diminuição de usuários, medidas para contenção de despesas podem ser tomadas, e é possível que ocorram no futuro diminuição da cobertura e aumento das participações dos segurados nos custos de consultas, exames e tratamentos.

Em meio a esse cenário conturbado e preocupante, é melhor não dar abertura para as doenças. Para isso, nada melhor do que cuidarmos da saúde com medidas simples e baratas, principalmente se as finanças não vão muito bem.

Eis algumas dicas rápidas para aumentar sua disposição: tenha um horário definido para dormir. Durma cedo e de 7 a 8 horas por noite. Lembre-se: a cama é local de repouso físico e mental; tente não ficar pensando nos acontecimentos do dia nem nas possíveis dificuldades futuras. Ao despertar pela manhã, comece seu dia com 1 a 2 copos de água pura. Se preferir, coloque algumas gotas de limão. Então sorria, agradeça a Deus a saúde e saia de casa para uma caminhada ao ar livre. A combinação de água pura, ar puro, exercício físico e luz solar em moderação é um dos melhores remédios para qualquer tipo de doença, seja física ou mental.

Procure não dar espaço para pensamentos negativos e preocupações em excesso. Se os problemas surgirem, não perca a esperança. Faça seu melhor, pense naquilo que é bom e correto, e lembre-se de que temos um Deus que é especialista em resolver coisas impossíveis. Nos momentos de grandes dificuldades, temos uma oportunidade de nos aproximarmos de Deus e desenvolvermos nossa espiritualidade. Ter confiança e esperança nos ajuda a lidar com o estresse de maneira saudável e, cabe ressaltar, é totalmente gratuito.

Luiz Fernando Sella

Nota: Vale também o conselho de Jesus: "Não se preocupem, dizendo: “Que vamos comer?” ou “Que vamos beber?” ou “Que vamos vestir?”Pois os pagãos é que correm atrás dessas coisas; mas o Pai celestial sabe que vocês precisam delas. Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas. Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará as suas próprias preocupações. Basta a cada dia o seu próprio mal." Mateus 6:31-34. Pr. Evandro Fávero

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