sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Toda nação, tribo e língua

“Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo.”
Apocalipse 14:6

Hoje, graças aos meios de comunicação e de transporte, podemos em minutos receber ou enviar notícias, assim como em poucas horas chegar ao itinerário desejado. Isto facilitou muito para a pregação do evangelho a lugares longínquos. Mas a pouco menos de trinta anos, isto era apenas um sonho. Principalmente para quem era pastor no interior do Amazonas, quando para chegar a alguns lugares passavam meses viajando de barco.

Por 18 anos trabalhei em lanchas missionárias para ajudar os ribeirinhos do Amazonas. Como lancheiro, tive o privilégio de trabalhar por quatro anos na primeira lancha da IASD, a Luzeiro 1. Depois em outras Luzeiros (4, 5, 22 e 23), sem falar das canoas que também fizeram parte da rotina de trabalho. Além de evangelizar cinco tribos indígenas, os saterê-maués, os danis, canamaris e culinas, me recordo da primeira experiência entre os índios no Norte do País.

Já era a quarta vez que visitava a tribo dos Canamarisna Luzeiro I, para falar de Jesus, porém não era aceito pelos índios. Por intermédio do irmão Vicente Taveira - o primeiro homem que batizei que trabalhava diretamente com os índios-, que insistiu para que não desistisse desta tribo, me aconselhou: “Pastor, acho que o problema está na sua roupa. Experimente mudar o seu visual!”.

Decidi seguir seu conselho, e pela primeira vez em toda a minha vida preguei sem gravata, camisa e sapato, apenas de bermuda e descalço. Coloquei um pequeno projetor a pilha com algumas músicas infantis e imagens sobre o nascimento de Jesus. E para chamar a atenção dos índios comecei a cantar o corinho infantil “Cristo fez os peixes”, fazendo os gestos.

Um curumim, que quer dizer índio pequeno no idioma indígena aproximou-se e começou a imitar a cantoria. Motivo para todos os índios sorrirem e logo começarem a cantar. Nesta noite, falei do nascimento de Jesus e do grande Criador que fez todas as coisas. Em pouco tempo depois, toda aquela tribo se converteu e somente no primeiro batismo 76 índios se batizaram, inclusive o chefe da tribo, o Tuchauae o curandeiro, o Pajé.

Estes índios, que pareciam inacessíveis e isolados do mundo, foram alcançados porque para Deus não existe barreira de distância e etnia. Quando Deus nos chama para pregar a toda nação, tribo e língua, Ele nos capacita, basta que aceitemos o desafio.

Pr. Natércio Uchõa
Associação Amazonas Roraima - UNOB

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