sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Clérigos aparecem como os mais felizes em levantamento da Universidade de Chicago

Quando o quesito é ser feliz, os clérigos aparecem numa posição privilegiada, segundo mostra um estudo realizado pela Universidade de Chicago, nos Estados Unidos.

O português Antônio Moreira, no Brasil desde os sete anos de idade, deixou uma carreira promissora como administrador de grandes empresas para servir como pastor da Igreja Adventista. Há 31 anos na atividade, ele garante que escolheu o caminho certo. "Protelei esse sonho por nove anos, depois que terminei o segundo grau. Dei algumas voltas, mas o meu coração estava sempre voltado para o objetivo de fazer as pessoas felizes", diz o conselheiro dos pastores adventistas no Sul do Brasil. E foi fazendo a felicidade dos outros que ele encontrou a sua própria felicidade.

Quando o quesito é ser feliz, os clérigos aparecem numa posição privilegiada, segundo mostra um estudo realizado pela Universidade de Chicago, nos Estados Unidos. A relação das 10 profissões que mais contam com pessoas felizes e as que geram os mais infelizes foi divulgada no site da Forbes.

Contrariando a lógica popular, o levantamento mostra que receber altos salários nem sempre resulta em felicidade. Essa relação pode ser enganosa, pois a lista dos profissionais "mais infelizes" está permeada por atividades que remuneram bem.

No levantamento, os clérigos afirmaram ser os mais felizes, seguidos dos Bombeiros. Um fator preponderante apontado por esses dois grupos como motivo de satisfação é a dedicação ao trabalho de "salvar pessoas".

Foi como pastor que o gaúcho Evandro Fávero encontrou o verdadeiro propósito da vida. Ele deixou o trabalho de Dj que, na época, estava iniciando, e há 12 anos se dedica integralmente à missão de salvar pessoas para Cristo. "Como pastores, trabalhamos muito, mas somos felizes. Se a pessoa busca Jesus Cristo todos os dias, bebendo diretamente da fonte de felicidade, que é Cristo, a felicidade será uma consequência natural. Mas se é apenas um profissional da 'fé', o resultado não é o mesmo", avalia.

O serviço ao próximo, na opinião dele, é primordial nessa relação. "Quando trabalhamos em prol de outras pessoas, nós mesmos somos beneficiados. E o trabalho do ministro é essencialmente em prol de outras pessoas. É abdicar de si mesmo e dedicar-se a uma causa que beneficia a população seja na área física, espiritual, intelectual ou social", declara o ministro, também coordenador no Sul do Brasil do programa Mutirão de Natal, um projeto voluntário que presta ajuda a famílias carentes.

"Dentro do coração de cada ser humano existe o desejo de ser feliz e quando a gente leva a esperança para essas pessoas a gente vê uma transformação de vida. Cada vez que prego um sermão eu vejo os olhos das pessoas brilhando. Não há nada no mundo que pague isso", acrescenta o pastor Antônio Moreira.

"Deus conhece o futuro da pessoa, se ela seria feliz ou infeliz, e Ele não chama quem seria infeliz. Sou pastor há 28 anos e feliz da vida", complementa Marlinton Lopes, presidente da Igreja Adventista nos Estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

Professores, cujo trabalho também é se dedicar ao crescimento do próximo, também aparecem no ranking dos mais felizes (6º posição).

Marcio Tonetti
Assessor de Imprensa

2 comentários:

Olá Pastor,

É interessante notar que a profissão que mais deveria ajudar o próximo, como vocação, não aparece na lista: os médicos.

Marco Aurélio
Joinville/SC

Interessante comentario! Pra pensar!

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