domingo, 12 de fevereiro de 2012

Quando todos vão embora

“E, voltando para os seus discípulos, achou-os adormecidos; e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudeste vigiar comigo?” Mateus 26:40

Como é interessante observar as pessoas ao lado de alguém que está em ascensão social, profissional ou econômica. Todos querem sair juntos na foto ou sentar ao lado.

Mas observem alguém que está sofrendo um revés profissional, um fracasso financeiro, uma queda na popularidade. Quantos ficam ao seu lado? Quantos querem ser vistos com ele ou ser relacionados como amigos dele?

Os verdadeiros amigos são aqueles que ficam ao nosso lado no declínio. Devo dizer que são poucos. Poucas são as mãos sobre o ombro quando delas mais precisamos.

Jesus, o Sumo Pastor, sentiu na pele a necessidade humana de companhia e a dor do abandono. Não só a multidão da entrada triunfal havia desaparecido, mas os amigos mais chegados dormiram enquanto Ele mais anelava o apoio deles.

O anelo humano de ser ouvido e compreendido em suas mais árduas lutas é uma necessidade do ministro de Deus.

Como é confortador receber a atenção de alguém nas horas difíceis, quando tudo parece desabar ao redor. Quando quase todos foram embora, e esse alguém ficou ao nosso lado em meio às provas da vida.

Mas, às vezes, nenhum humano entende nossa situação. A experiência da vida me tem mostrado que há momentos quando apenas Ele fica, sim Ele que experimentou a solidão e o abandono no Getsêmani.

“Em meio de todas as nossas provações, temos um infalível Ajudador. Não nos deixa lutar sozinhos com a tentação, combater o mal, e ser afinal esmagados ao peso dos fardos e das dores. Ele diz: Suportei as vossas dores, experimentei as vossas lutas, enfrentei as vossas tentações.

Conheço as vossas lágrimas; também Eu chorei. Aqueles pesares demasiado profundos para serem desafogados em algum ouvido humano, Eu os conheço. Não penseis que estais perdidos e abandonados. Ainda que vossa dor não encontre eco em nenhum coração na Terra, olhai para Mim e vivei”. DTN, 483

Reavivamento também significa ressurgir da caverna de Horebe, rumo à vitória.

Pr. Celso Knoener
Associação Paulista Sul - UCB

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