terça-feira, 24 de abril de 2012

Esperando o Pai

“Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus.” Apocalipse 22:20


Ainda me lembro da casa pastoral em que morávamos, na cidade de Coaraci, no interior do sul da Bahia. Nas minhas lembranças, ainda me vejo correndo pelos amplos corredores daquela casa, me lembro das cenouras plantadas na horta e do pé de abacateiro que só produziu depois que fomos transferidos.

A casa pastoral de Coaraci ficava em frente a um campo de futebol de terra vermelha batida. Na verdade todas as ruas ao redor da casa eram de terra vermelha (barro). Por isso, após as chuvas, vários pontos de atoleiro se formavam, criando dificuldade de locomoção ao “fusca bala”, nome carinhoso do Volkswagen amarelo. Tivemos o privilégio de tê-lo como o primeiro carro da família. Eu amei muito aquele lugar e tudo o que lhe cercava, como, por exemplo, o rio que ficava próximo. Lembro-me dos banhos ali tomados, muitas vezes pela faltava de água. Lembro-me também do parque florestal onde fazíamos os cultos de pôr-do-sol e dos muitos quintais, com seus pomares e vizinhos queridos.

No distrito de meu pai, havia algumas fazendas de cacau com presença adventista. Sempre que podia, ele nos levava junto. Era um prazer sem igual. Quantas frutas, quanto carinho demonstrado por aqueles irmãos! E a viagem era sempre marcada por muitas brincadeiras, conversas e uma ótima oportunidade de estar com nosso pai.

Meu ânimo sempre diminuía ao saber que no itinerário daquele mês, eu não iria para as fazendas. Mas logo meu ânimo voltava ao lembrar-me das frutas e doces que aqueles amáveis irmãos com certeza nos enviariam e, lógico, do desejo de ter nosso pai conosco. Nosso pai sempre nos curtiu muito, sempre tinha um sorriso no rosto, sempre dava um passeio ou uma caminhada para se aproximar mais da gente e sempre tinha conselhos retirados de suas conversas com Deus. Ele sempre foi um exemplo de homem e pastor que desejo continuar imitando.

Ao viajar para as fazendas, ele não nos informava quando ou a que horas retornaria. Por isso, ficávamos na expectativa. Agora, imagine nosso coração ao esperar o pai. Sabendo de onde ele estava retornando, pensando nos presentes que ele estava trazendo e no amor que ele tinha por nós e nós, por ele. Que esperança! O nosso reencontro era muito aguardado. Nosso desejo era sempre que o tempo fosse veloz e nos trouxesse logo o nosso pai para casa.

Ao recordar daquele tempo, me pego pensando a respeito desse tempo presente e da esperança do retorno do nosso Pai celeste. Sabemos o que o Senhor nos tem preparado por meio do Seu retorno. Sabemos que no Seu itinerário Ele tem a data de retorno e pressa, pois o Seu amor por nós é imenso. Ele virá com inúmeros presentes. Conversaremos face a face com Ele, mataremos nossa saudade e Ele, a dEle. Seremos muito felizes, pois finalmente, estaremos com toda a família reunida.

“[...] Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus” (Ap 22:20).

Pr. Ebenézer do Vale Oliveira –
Distrital em Aquidauana – MAS – UCOB

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