sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Só Conta Quem Se Importa

Hoje, nossos nomes estão sendo substituídos pelos números. Pense em todos os números relacionados com a sua vida: número do cartão de crédito, do CPF, da conta bancária, da carteir
a de identidade, telefônico, caixa postal, senhas, CEP e outros que nem sonhamos que existam. Naturalmente que os números não são um mal em si mesmos. Eles são convenientes, eficientes, e, em alguns casos, muito necessários para a vida do dia a dia e para a eficiência das transações comerciais.

Mas as boas novas é que existe Alguém que nos conhece pelo nome e não por algum número. Ele não apenas nos conhece completamente, mas nos ama sem reserva e hesitação. Ele conhece nossos sonhos e necessidades, sucessos e falhas. Jesus afirmou que cuida até de um pardal individual. Nos tempos bíblicos, o pardal era a ave vendida para alimento com o menor valor: dois por 50 centavos ou cinco por 1 shekel. A mensagem de Jesus é que se Deus cuida das necessidades de um simples pardal, Ele certamente mantem toda a Sua criação, inclusive nós.

Mas, espere. Observe que o amor de Deus por nós é expressado em uma imagem interessante: “Mesmo os cabelos de sua cabeça estão contados” Mt 10:29-31.

O cuidado de Deus é tão abrangente que Ele até conta o número de fios de nosso cabelo! A Sua preocupação é tão pessoal que Ele nos trata como se fossemos a única criatura na terra. Quanto mais eu penso sobre isto, mais eu percebo que, conquanto os números possam demonstrar frieza e falta de afeto, eles também podem sugerir cuidado sincero e pessoal.

Eu me lembro de uma viagem que fizemos para celebrar a graduação do meu curso. Visitamos várias cidades de Minas com um grupo de estudantes. Descíamos o ônibus rindo, empurrando e gritando ao chegarmos aos restaurantes preferidos. Mas antes de partir, nossos mestres faziam a contagem geral. Éramos contados antes de sair do hotel, ao entrarmos nos museus e antes de voltarmos novamente. Os monitores não queriam que ninguém se perdesse ou faltasse. Assim, eles contavam porque se importavam. Na parábola do Bom Pastor, o pastor contava quando suas ovelhas saíam para a pastagem e quando elas retornavam para o aprisco em segurança. Ele tomava tempo para contar porque se importava.

Agora, contar apenas não é suficiente. É o que você faz com os números que demonstra genuíno cuidado ou falta dele. Vamos retornar à minha viagem de formatura. Suponhamos que na contagem do momento do embarque do ônibus, os monitores descobrissem que só estavam 49 dos 50 alunos. E então dissessem: “Bem, só já temos 49 de 50. Mas 98 por cento do total é uma boa taxa de retorno. Motorista, vamos para casa.” Você pode imaginá-los tentando se explicar para os pais da criança ausente que 98% era suficiente para retornarem para casa? Poderiam convencer os pais que eles se importavam pelo bem estar de seu filho? Na Parábola das Ovelhas, o pastor que contou 99 das 100 ovelhas do início do dia não fez disto uma desculpa para negligenciar o cuidado (Lc 15:3-7).

Contar é essencial para o cuidado de quem se importa em localizar quem está faltando ou está perdido. Mas contar é desprezível quando o número é tudo que queremos. Não ficamos felizes quando nossa contagem demonstra que o número é elevado para a frequência de membros aos serviços de cultos, para a contribuição financeira e para a quantidade de novos discípulos sendo batizados? Devemos ficar felizes porque os números representam pessoas reais com necessidades espirituais reais que estão sendo atendidas.

Mas nossos números também apontam para o “1” tanto quanto para os “99.” Eles demonstram a grande oportunidade de estender o nosso cuidado para além de nós mesmos. Eles podem ser pessoas doentes que não mais vão à igreja, pessoas frustradas, desencantadas com o evangelho, apáticas ou perdidas que nunca conheceram o evangelho. E se Deus conta os fios de cabelos porque Ele Se importa conosco, se o pastor contou para ver se faltava alguma ovelha, a igreja não deveria também contar ? Eu suspeito que os que desprezam as contagens escondem um mal maior do que a ambição de ser os que mais acrescentam os números. Eles demonstram que não se importam. (Fonte: Missão Urbana)

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