sábado, 22 de setembro de 2012

As oportunidades de Deus

Porque a todo o que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. Mateus 25:29

Em Belo Horizonte - MG, no mês de Julho de 1991, cursando o último ano de teologia, estava eu gozando férias junto aos meus familiares. Passeando um dia no centro da cidade, olhando uma vitrina de relógios, fui abordado por um mendigo, com um saco de bugigangas nas costas, me pedindo uma esmola. Como de costume, respondi rapidamente sem refletir e nem analisar o pobre mendigo: “não tenho!”.

Nesta mesma vitrina, estava um senhor que também observava os relógios e mantinha seu cigarro na boca, apreciando deleitosamente o vício. Este mesmo mendigo que havia me abordado aproximou-se deste senhor lhe pedindo esmola. Sem pensar muito, rapidamente, puxou de seu bolso a carteira, tirando uma nota, sem nenhum questionamento, e deu àquele pedinte. Esse mendigo, olhando para mim, balançando a sua cabeça, parecia dizer-me: “Você é quem deveria praticar essa boa ação e não este. Você será pastor daqui a alguns dias, e olha quem está praticando a boa ação!

Isto ficou fixo na minha mente quando ainda continuava apreciando os relógios, mas lembrando do ocorrido. Saindo dali o mendigo, achei que deveria fazer algo para reparar a minha negligência. Decidi ir atrás dele, e se possível fazer alguma coisa por ele. Eu tinha dinheiro e queria ajudá-lo.

Acompanhando-o, tentei me aproximar quando ele rapidamente atravessou a rua com o sinal fechado para pedestre. Não entendi como ele havia feito isso, ter atravessado a rua sem ser atropelado. Ao chegar do outro lado, ele parou em frente a uma banca de jornais, eu, do outro lado aguardava o sinal abrir. Quando consegui atravessar, correndo para encontrá-lo de frente aquela banca, ele desapareceu.

Perguntei ao dono daquela banca se ele havia visto um mendigo com um saco nas costas, ele me respondeu que não. Saí dali e após várias tentativas de encontrá-lo, não obtive respostas. Após ter atravessado novamente a rua, retornando para a relojoaria, algo muito forte bateu em meu coração parecendo me dizer: “Você perdeu uma grande oportunidade de fazer a minha obra”. Parecia ouvir Jesus me falando estas palavras.

Lágrimas começaram a rolar sobre a minha face. Tinha aprendido uma lição, e prometi a Jesus e a mim mesmo mudar as minhas atitudes. Tenho certeza que aquele mendigo era um anjo me experimentando em meu quarto ano de teologia. Eu sei que você que está lendo esta meditação já deixou de fazer esta obra também. Quantas oportunidades perdidas. É aqui na terra o nosso campo de trabalho em prol dos pecadores e necessitados. Que você neste dia, nunca esqueça das palavras de Jesus: “Em verdade vos digo que quando o fizeste a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizeste” (Mateus 25:39-40). Reavive sua vida para este ministério tão esquecido por muitos. Amém!

Pr Raildes Nascimento Filho 
Associação Central Amazonas – UNoB

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