sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Lembrai-vos da mulher de Ló

Lembrem-se da mulher de Ló! Lucas 17: 32

Poucas advertências nas Escrituras são mais solenes que essa.

Essa é uma advertência solene, quando consideramos a pessoa que Jesus menciona. Ele não nos convida a lembrar de alguém cujo exemplo devesse ser seguido. Não fala para lembrarmo-nos de Abraão, Isaque, Jacó ou Sara, Ana e Rute. Não! Ele escolhe alguém cuja alma estava perdida para sempre.

Esta é uma advertência solene, quando consideramos o tema de Jesus. Se olharmos o contexto desse verso, veremos que Jesus está falando da Sua segunda vinda, quando virá julgar o mundo; Ele está descrevendo o estado terrível de despreparo, no qual muitos serão achados. Os últimos dias estão na Sua mente, quando Ele nos diz: "Lembrai-vos da mulher de Ló".

Essa é uma advertência solene, quando pensamos na Pessoa que a faz. Não foi Pedro, Tiago, João ou Paulo que fez essa advertência, mas o próprio Senhor Jesus. Se Deus fala, o melhor é escutar.

É uma advertência solene, quando pensamos nas pessoas para as quais Ele, primeiramente, dirigiu essas palavras. O Senhor Jesus estava falando aos Seus discípulos; Ele não estava falando para os escribas e fariseus que O odiaram, mas a Pedro, Tiago e João, e muitos outros que O amaram.

É uma advertência solene, quando consideramos a maneira que Ele falou. Ele não diz somente: "Cuidado! Não sejam como a mulher de Ló". Ele usa uma palavra diferente; Ele diz: "Lembrai-vos". Ele fala como se corrêssemos o perigo de esquecer o assunto; Ele incita nossa memória preguiçosa; Ele nos ordena a manter o caso em nossa mente.

Agora, consideremos os privilégios religiosos que a esposa de Ló desfrutou. Nos dias de Abraão e Ló, a verdadeira religião salvadora era escassa na terra; não havia ainda a Bíblia, pastores, igrejas, credos ou mesmo missionários. O conhecimento de Deus estava limitado a algumas famílias agraciadas; a maior parte dos habitantes do mundo estava vivendo em escuridão, ignorância, superstição e pecado. Talvez não houvesse um em cem, que contasse com tal bom exemplo, ou com tal convivência espiritual, tal clareza de conhecimento e advertências tão claras como a esposa de Ló. Comparada com os milhões de criaturas do seu tempo, a esposa de Ló era uma mulher agraciada.

Ela teve um homem religioso como marido; ela teve Abraão, o pai da fé, como tio através do matrimônio. A fé, o conhecimento e as orações desses dois homens íntegros não poderiam ter sido desconhecidos dela. É impossível que ela pudesse ter morado em tendas com eles durante tanto tempo, sem saber de quem eles eram e a quem eles serviam.

Quando os anjos vieram a Sodoma e advertiram seu marido para fugir, ela os viu; quando eles os levaram pela mão e os conduziram para fora da cidade, ela estava entre os que eles ajudaram a escapar. Mais uma vez eu digo: -estes não foram privilégios pequenos.

Contudo, quais foram os resultados positivos, de todos esses privilégios, no coração da esposa de Ló?Nenhum, nada. Apesar de todas as oportunidades e meios da graça, todas as advertências especiais e mensagens do céu, ela viveu e morreu sem a graça de Deus, sem Deus, impenitente e descrente. Os olhos do seu entendimento nunca foram abertos; sua consciência nunca foi realmente despertada ou estimulada; sua vontade nunca foi verdadeiramente trazida a um estado de obediência a Deus. Ela fez como outros ao seu redor na casa de Ló: ela se conformou aos costumes do seu marido; ela não fez nenhuma oposição à religião dele; ela se permitiu ser conduzida passivamente por ele; mas em todo tempo, o seu coração estava em pecado diante de Deus. O mundo estava no seu coração, e o seu coração estava no mundo. Neste estado ela viveu, e neste estado ela morreu.

Em tudo isso há muito a ser aprendido. Eu vejo uma lição aqui que é da maior importância nos nossos dias. Você vive em tempos em que há muitas pessoas vivendo como a esposa de Ló. Ouça, pois, a lição que o caso dela nos ensina: Aprenda que a mera possessão de privilégios religiosos não salvarão a alma de ninguém.

Você pode ter vantagens espirituais de todo tipo; você pode viver e gozar das mais ricas oportunidades e meios de graça; você pode desfrutar da melhor pregação e das instruções mais verdadeiras; você pode morar no meio da luz, conhecimento, santidade e boa companhia. Tudo isso é possível; contudo, você ainda pode permanecer não convertido, e estar perdido para sempre.

Para salvar almas, é requerido muito mais do que privilégios. Joabe era o capitão de Davi; Geazi era o criado de Eliseu; Demas era companheiro de Paulo; Judas Iscariotes era discípulo de Cristo. Eles baixaram à cova apesar do conhecimento, advertências e oportunidades; e todos eles nos ensinam que os homens necessitam não só de privilégios. Eles precisam da graça do Espírito Santo.

Vamos valorizar nossos privilégios religiosos, mas não vamos descansar completamente neles. Vamos desejar ter o benefício deles em nossas atividades, mas não vamos colocá-los no lugar de Cristo. Vamos usá-los com gratidão, se Deus no-los der, mas nos preocupemos em que eles produzam algum fruto em nosso coração e vida. Se eles não produzem o bem, seguramente causarão dano.

O mesmo fogo que derrete a cera endurece o barro; o mesmo sol que faz a árvore vivente crescer, seca a árvore morta e a prepara para queimar. Nada endurece mais o coração do homem, do que uma familiaridade estéril com as coisas sagradas. Mais uma vez eu digo, não são somente os privilégios que fazem as pessoas cristãs, mas a graça do Espírito Santo. Sem isso, nenhum homem jamais será salvo.

Pr Giovany Farias 
Associação Amazonas Roraima – UnoB

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