segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Os números importam para Deus

“Assim, pois, as igrejas em toda a Judéia, e Galiléia e Samaria tinham paz, e eram edificadas; e se multiplicavam, andando no temor do Senhor e consolação do Espírito Santo” Atos 9:31

O último Censo do IBGE (2010) confirmou a diminuição de pessoas pertencentes à Igreja Católica, um aumento de números de pessoas nas igrejas evangélicas e aos sem-religião. Embora a Igreja Católica continue com a grande maioria dos seus fiéis, a instituição caiu dos 73% revelados pelo censo de 2000 para 65% da população no censo de 2010; por sua vez, houve um aumento dos que dizem não ter religião para 8%, e, no caso das igrejas evangélicas, para 21%. Isto indica que houve um grande número de evangélicos no Brasil nos últimos 10 anos desde a última pesquisa do IBGE.

Hoje há uma falta de compreensão correta no aspecto de crescimento de igreja. O autor Leroy Gruner (1984, p. 8) afirma que “são poucos os ministros ou leigos cristãos que compreendem a verdadeira dinâmica do crescimento da igreja”. É muito fácil ficar admirado ao ver a grandiosidade dos números e esquecer que milhares de pessoas estão por de trás de cada número, cada um com sua própria história. Os números representam pessoas e a obra de Deus em cada uma dessas vidas.

O livro de Atos conta a história da igreja primitiva, e você pode encontrar números por toda parte deste livro (Atos 1:15; 2:41-47; 4:4; 5:14; 6:7; 9:31; 11:41-47). Por que encontramos tantos números? Porque números são importantes para Deus, cada pessoa importa profundamente para Ele, e o céu se alegra quando um pecador apenas se arrepende (Lucas 15:10). Portanto, não é sobre os números em si, mas no arrependimento e na salvação. E devemos sempre celebrar isso.

Portanto, os números são algo do céu. O escritor Walyon Moore (1983, p. 115) nos diz que “o plano de Deus é que a Igreja multiplique trabalhadores para a seara”. Por outro lado, os números não significam que Deus ama a nossa igreja mais do que qualquer outra igreja ou que sabemos fazer tudo perfeitamente. Não temos o direito de vangloriarmos pelos números de pessoas que temos em nosso rol de membro. Compartilhamos esses números para dizer o que Deus está fazendo e não o contrário o que temos feito. É pela graça de Deus que nossa igreja tem crescido.

O pastor Rick Warren (1998) declara que crescer é uma consequência e não um fim em si mesmo. Ele descreve que crescimento não é fruto de um único fator, mas sim de um conjunto de fatores que cooperam entre si. O fato é que há um conjunto de fatores para o crescimento de igreja eficaz. Aguilera (1995 p.65) declara que “quando uma igreja é saudável, ela cresce em três formas: quantidade, qualidade e estrutura”.

Com relação ao crescimento, Lourenço Keyes (1981, p.4) é enfático ao dizer que “uma igreja precisa crescer em três dimensões: quantitativamente, qualitativamente e organicamente. Deve haver um equilíbrio neste crescimento.” Colaborando com este pensamento, Tippet (1970, p.29) diz que “o crescimento quantitativo e o qualitativo devem caminhar juntos”. Toda igreja que cresce deve se multiplicar se faz necessária a multiplicação da igreja através do estabelecimento de novas igrejas.

Miranda afirma que “a igreja não precisa somente de um crescimento em número de pessoas, mas também em número de congregações ou igrejas novas” (Miranda, 1989, p. 181). O sonho de Deus vai além dos nossos pensamentos, Jesus veio a este mundo para salvar todos, a palavra de Deus declara que o desejo dEle é “que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se” (II Pedro 3:9). Com este pensamento, Donald McGravan (2001, p. 29) uma das maiores autoridades de crescimento de igreja conclui que “o crescimento da Igreja acontece sempre que existe fidelidade dos cristãos em alcançar os perdidos” (2001, p. 29).

A missão prioritária da vida de Jesus foi “buscar e salvar o que se havia perdido”(Lucas 19:10). A escritora Ellen White (2007, p.9) afirmou que “a igreja é o instrumento apontado por Deus para a salvação dos homens. Foi organizada para servir, e sua missão é levar o evangelho ao mundo”.

Essa deve ser nossa paixão para ir de encontro às pessoas e isto faz com que a igreja cumpra a missão que Jesus nos deixou o “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16:15). Que nossas igrejas possam ser desafiadas a sair dos bancos para o mundo afora para salvar e resgatar o perdido. Para o autor Emilio Abdala (2010), se os números representam pessoas e Deus se preocupa com as pessoas, então Deus se preocupa com os números. Termino este ensaio usando a frase do grande fundador das missões modernas o missionário William Carey (BECK, 1992 p. 174) que declarou “Esperem grandes coisas de Deus; façam grandes coisas para Deus.”

Por Pr Everaldo Carlos 
www.preveraldocarlos.com 

Referências:

  1. ABDALA, Emílio. Plante Igrejas, Transforme Vidas: Guia de Plantio de Igrejas. São Paulo, SP: UCB, 2010.
  2. AGUILERA, José M. Dinamizando a Igreja Para Cumprir a Grande Comissão. São Paulo: Abba Press, 1985.
  3. Beck, James R. Dorothy Carey: The Tragic and Untold Story of Mrs. William Carey. Grand Rapids, Michigan: Baker Book House, 1992.
  4. GRUNER, Leroy. Crescimento Contagioso da Igreja. Rio de Janeiro: CPAD, 1984. IBGE, 2010.
  5. http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_ MCGAVRAN, Donald. Compreendendo o Crescimento da Igreja. São Paulo: Editora Sepal, 2001.
  6. MIRANDA, Juan C. Manual de Crescimento da Igreja. São Paulo: Edições Vida Nova. 1989.
  7. MOORE, Waylon. Multiplicando Discípulos. Rio de Janeiro: Juerp 1983. noticia=2170& id_pagina=1
  8. TIPPET, Alan. A Palavra de Deus e o Crescimento da Igreja. São Paulo: Edições Vida Nova. 1970.
  9. WARREN, Rick. Uma Igreja Com Propósitos. São Paulo: Editora Vida, 1998.
  10. WHITE, Ellen Gould. Atos dos apóstolos. Tradução de Carlos Alberto Trezza. São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 2007.

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