sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Beber socialmente pode não ser tão seguro à saúde, diz pesquisa

Danos em cérebros de ratos que consumiam bebida alcoólica algumas vezes na semana foram semelhantes aos observados em animais com dependência

Beber de vez em quando, mas em grandes quantidades, também é prejudicial à saúde, de acordo com pesquisadores do Instituto de Pesquisa Scripps, nos Estados Unidos. Em um estudo feito com ratos, esses especialistas mostraram que o consumo excessivo de álcool de uma só vez afeta o cérebro da mesma forma que a injestão frequente. Os resultados desse trabalho foram publicados nesta segunda-feira no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Na pesquisa, a equipe observou o que acontecia com ratos que tinham acesso ao álcool apenas três vezes por semana. O trabalho mostrou que os ratos começaram o estudo consumindo bebida alcoólica moderadamente, mas, após seis semanas, passaram a beber em excesso. "Há muitas coisas que o cérebro reconhece como sendo boas. Se ele não tem mais acesso a elas, você se sente mal, entra em um estado emocional negativo e fica frustrado. Por isso, quando você se depara com esse fator outra vez, vai querer consumir cada vez mais", explica Oliver George, coordenador da nova pesquisa.

Os pesquisadores ainda observaram que, depois de dois meses de testes, os ratos apresentavam uma pior memória de trabalho (ou de curto prazo) mesmo em períodos de "seca", ou seja, em que eles passavam sem consumir álcool. Além disso, esses animais apresentaram um comprometimento na função de neurônios associados à regulação do consumo de álcool. Seus neurônios, assim como os de animais alcoólatras, eram mais ativos do que o normal — e quanto mais ativos, mais os animais bebiam. "Normalmente, vemos essas mudanças nos cérebros de humanos ou outros animais que são altamente dependentes de álcool, mas aqui encontramos essas alterações em ratos após apenas alguns meses de ingestão intermitente de álcool", afirma George.

Com moderação não faz mal — No entanto, de acordo com a pesquisa, esses efeitos negativos não apareceram nos animais que mantiveram um consumo estável. Ou seja, é possível interpretar que beber duas taças de vinho diariamente não provocaria o mesmo efeito do que beber exageradamente uma vez na semana.

"Esta pesquisa nos dá uma janela para o desenvolvimento precoce do processo de vício", diz George Koob, um dos pesquisadores. "Nós suspeitamos que essa adaptação muito rápida do cérebro ao consumo intermitente de álcool ajuda a impulsionar a transição do beber socialmente para o alcoolismo", diz Georges. Para os autores, se essas descobertas se confirmarem em seres humanos, será possível desenvolver novas e melhores abordagens de tratamento e de prevenção para a dependência alcoólica. (Fonte: Veja)

Nota: "A pesquisa apenas confirmou o que a Bíblia afirma há muito tempo. "O vinho é zombador e a bebida fermentada provoca brigas; não é sábio deixar-se dominar por eles."Provérbios 20:1. "Não se deixe atrair pelo vinho quando está vermelho, quando cintila no copo e escorre suavemente! No fim, ele morde como serpente e envenena como víbora. Seus olhos verão coisas estranhas, e sua mente imaginará coisas distorcidas. Você será como quem dorme no meio do mar, como quem se deita no alto das cordas do mastro. E dirá: “Espancaram-me, mas eu nada senti! Bateram em mim, mas nem percebi! Quando acordarei para que possa beber mais uma vez?" Provérbios 23:32-35

"Os jovens e as crianças devem compreender o efeito do álcool, do fumo, e outros venenos semelhantes, em debilitar o corpo ou obscurecer a mente e tornar sensual a alma. Deve-se explicar que qualquer que use estas coisas não pode por muito tempo possuir toda a força de suas faculdades físicas, mentais e morais. Ellen White, Educação, pág. 202.

Pense nisso e abstenha-se de toda forma de vício.

 Pr Evandro Fávero

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