domingo, 21 de outubro de 2012

Resumo da lição número 4 da Escola Sabatina

 
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Título: Salvação: a única solução

Texto-chave

“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).

Objetivos

1. Entender que o ser humano precisa de um Salvador.

2. Não há mérito humano na salvação.

3. Através apenas do nome de Jesus há salvação.

Verdade Central 

Certa vez o grande escritor Dostoiévski afirmou que a “beleza salvará o mundo”. Esta afirmação vem do livro nomeado The Idiot (DOSTOEVSKY, Fyodor. The Idiot. Vintage, 2003 p.701) onde o príncipe Míchkin diz: "Eu acredito que o mundo será salvo pela beleza” (2003, p.701). No contexto desta frase, o príncipe se declara um cristão, e explica que o cristianismo é a beleza. A beleza salvará o homem, porque, para Dostoiévski, a beleza é um termo descritivo para a pessoa que é um ser humano. A beleza é o maior atributo transcendente de Deus, que é transmissível ao homem. A maioria das pessoas assume que a salvação é a misericórdia de Deus aplicada a nós. Mas Sua misericórdia é o que faz a salvação possível. A salvação é a beleza de Deus aplicada a nós. Todos, nascemos em pecado e necessitamos de um salvador para nos livrar da condenação eterna. Jesus Cristo é necessário para a salvação humana. S. Barton Babbage certa vez afirmou que havia dois temas dominantes na Bíblia; um é a narrativa da sedução do homem pelo pecado; outro é a salvação do homem por Cristo. O próprio Cristo afirmou que ele é “o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João 14:6).

Domingo: A extensão do problema

Porque existe a necessidade de um Salvador e do plano da salvação?

• Devemos entender que o homem não conseguiu atingir o fim para qual foi criado. Deus criou o homem a sua imagem e semelhança. A "palavra hebraica hatah e a palavra grega hamartia, que em português se traduzem pecado; tanto uma com outra significa ‘errar o alvo’". Submetido à prova, o homem desobedeceu a Deus, caindo de seu feliz estado de santidade num estado de pecado e terrível miséria, rompendo seus laços com o Criador. Ellen White contribui com essa declaração: "poucos o pensam em relação a Deus. Poucos tomam em consideração o sofrimento que o pecado causou a nosso Criador. Todo o Céu sofreu com a agonia de Cristo; mas esse sofrimento não começou nem terminou com Sua manifestação em humanidade. A cruz é uma revelação, aos nossos sentidos embotados, da dor que o pecado, desde o seu início, acarretou ao coração de Deus. Cada desvio do que é justo cada ação de crueldade, cada fracasso da natureza humana para atingir o seu ideal, traz-Lhe pesar." (WHITE, Ellen G. Educação. Tatuí: CPB 2007, pág. 263).
 
• O salário do pecado é a morte já afirmava Paulo em sua carta aos Romanos (6:23). De fato a morte tem dois lados: Primeiro ela nos afasta de Deus e segundo ela nos aproxima dEle enquanto estamos descansando e aguardando o retorno de Jesus. C.S Lewis declarou que “Na verdade, a morte é o que alguns indivíduos hoje chamam de "ambivalente". Ela é a grande arma de Satanás e, ao mesmo tempo, a grande arma de Deus: é sagrada e profana; nossa suprema desgraça e a nossa única esperança; aquilo que Cristo veio para conquistar e o meio pelo qual ele conquistou”. (LEWIS, C.S. Miracles. New York: Haper Collins, 2000 p. 151 tradução nossa).

• Paulo escreveu “E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados” Efésios 2:1. Todos nós somos pecadores. Nós precisamos de um Salvador não apenas porque pecamos, mas porque pecamos por natureza. Somos pecadores por natureza. Através do plano da salvação temos a chance de reconciliação com Deus. Na cruz Jesus pagou o salário do pecado. A separação agora já tem solução.

Segunda-feira: A provisão de Deus: parte 1

Quando se fez necessária a provisão divina para solucionar o problema do pecado?

• Para o problema do pecado houve a necessidade de uma intervenção divina. A justiça de Deus não poderia sofrer pelos efeitos do pecado. A ação foi tomada em algum tempo da eternidade, as três pessoas da trindade se reuniram e traçaram um plano. A ordem foi expressa para que o fruto não fosse tocado. Quando os primeiros seres humanos desobedeceram, o plano teve que entrar em ação. Berkhof declara que: “Pelo que se vê, é claro ensino da Escritura que Deus, em virtude da Sua retidão e santidade divina, não pode simplesmente passar por alto o desafio feito a Sua majestade infinita, mas necessariamente deve visitar com punição o pecado”. (BERKHOF, Louis. Teologia sistemática. Tradução de Odayr Olivetti. 2. ed. Campinas: Luz para o Caminho Publicações, 1992.).

• O pecado causou não somente uma ruptura no relacionamento entre Deus e o homem, mas também na ordem que havia no céu. Os anjos celestes presenciaram a queda do homem e colocaram em xeque o caráter divino. O coração humano passou a ser enfermo e necessitar de um curativo. John Fowler afirma que: “Uma análise da origem do pecado no Céu e no Éden mostra claramente que o pecado começou como uma rebelião contra Deus e sua vontade. A reivindicação de Lúcifer “serei semelhante ao Altíssimo” (Isaías 14:14) e a oferta do tentador a Eva de que ela seria “como Deus” (Gên. 3:5) revela que o pecado é uma rebelião contra Deus e sua expressa vontade”. (FOWLER, John in DEDEREN, Raoul (Ed.). Tratado de teologia Adventista do Sétimo Dia. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2011 p. 275).

• Foi através do sacrifício vicário na cruz que Deus se reconciliou com o homem. O pecado exigia a morte. No Antigo Testamento essa vinha através de um cordeiro. Já havia o momento exato quando o alto preço iria ser pago, foi na cruz que nossa culpa foi totalmente absolvida. Ellen White afirma que: “Na cruz, Jesus comprou para nós uma salvação que é total e completa. [...] Somos livres, realmente livres, e estamos eternamente livres, se tão-somente crermos” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 06, pág. 1113).

Terça-feira: A provisão de Deus: parte 2 

Aqui pode ser feita uma pergunta ou então criada uma situação para fazer a classe pensar sobre o assunto e debater o mesmo.

• A morte de Cristo supre todas as necessidades do homem para religar-se com Deus. Todos estão afastados pela atuação pecaminosa neste mundo. A provisão divina está à disposição de todo ser humano. O processo é completo quando existe por meio do homem a aceitação. “Quando o pecador, arrependido diante de Deus, discerne a expiação de Cristo por ele, e aceita esse sacrifício como sua única esperança nesta vida e na vindoura, seus pecados são perdoados. Isto é justificação pela fé. [...] O perdão e a justificação são uma e a mesma coisa” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 06, pág. 1070).

• No Antigo Testamento há uma série de sistemas de sacrifícios. Todos estes sistemas apontam para a cruz. Tudo é à sombra da cruz. Berkhof afirma que: “O caráter fundamental do sacerdócio aponta claramente nessa direção. Enquanto os profetas representam Deus entre os homens, os sacerdotes, em sua obra sacrificial e intercessória, representam os homens na presença de Deus e, portanto, dirigiam-se a Deus”. (BERKHOF, Louis. Teologia sistemática. Tradução de Odair Olivetti. 2. ed. Campinas: Luz para o Caminho Publicações, 1992.).

• A salvação é o tema universal da Bíblia. De Gênesis a Apocalipse vemos o relato de um Deus que se preocupa com a salvação do homem. A palavra salvação tem um significado especial, no Antigo Testamento a palavra é yash’, “o seu significado básico é o de ser retirado de um ambiente estreito ou opressivo para um ambiente espaçoso” (BLAZEN, Ivan. in DEDEREN, Raoul (Ed.). Tratado de teologia Adventista do Sétimo Dia. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2011 p. 306). No Novo testamento a palavra grega que mais se assemelha com a palavra hebraica é sõzõ, essa palavra enfatiza a libertação espiritual, moral e escatológica (BLAZEN, 2011 p. 307). O processo de salvação inclui três estágios: Justificação - esse verbo significa “ser íntegro ou justo” é um termo forense que nos remete ao de uma cena de tribunal onde Deus é nosso justo juiz. Santificação - tem haver com o verbo qadash que significa separar ou tornar santo. Os homens são orientados a serem santos (Hebreus 12:14). O povo é santo, pois está separado das coisas deste mundo e mais perto de Deus. De acordo com Blazen (2011, p. 332) o significado básico desta palavra é reservar, separar, conforme ilustrado pelo sétimo dia da criação, que Deus santificou para ser Seu dia especial (Gên. 2:3). Por fim, a última fase deste processo é a glorificação. Quando o pecado e o pecador já não mais existirão. Esta fase se dá pela segunda volta de Jesus. Os estudiosos têm encontrado na carta aos Romanos as três fases da salvação: a) Justificação - Rom. 3: 21 a 5: 21. b) Santificação – Rom capítulo 6, 7 e 8 e por fim c) Glorificação - Rom. 12 a 16 (APOLINÁRIO, Pedro. Explicações de Textos Difíceis da Bíblia 4ª EDIÇÃO. São Paulo: Ed. Universitária Adventista IAE. 1990. p. 16)

Quarta-feira: A experiência da salvação: parte 1

Como podemos experimentar a Salvação?

• A salvação é um atributo divino. O plano da salvação para Ellen White é “um desdobramento dos princípios que têm sido, desde os séculos da eternidade, o fundamento do trono de Deus” (WHITE, Ellen Gould. O desejado de todas as nações. Tradução de Isolina A Waldvogel. 22. ed. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2004 p. 22). O mérito da salvação não é por causa da bondade humana. C.S Lewis afirma que “o cristão se encontra numa situação diferente da de outras pessoas que tentam ser boas. Estas esperam, por ser boas, agradar a Deus, quando nEle acreditam; ou, caso não acreditem, esperam pelo menos receber a aprovação dos homens bons. Já o cristão pensa que todo bem que faz advém da vida de Cristo que o anima interiormente. Não pensa que Deus nos amará mais por sermos bons, mas que Deus nos fará bons porque nos amou primeiro, do mesmo modo que o teto de uma estufa não atrai o sol por ser brilhante, mas brilha porque o sol irradia sobre ele. (LEWIS, C.S. Cristianismo Puro e Simples. São Paulo: Martins Fontes, 2005 p. 28).

• Arrependimento é uma palavra que indica mudança. Na vida do rei Davi, esta palavra teve um força na mudança de atitude do rei com relação ao seu pecado com Bate Seba (2 Samuel 11). No Novo Testamento, metanóia é uma palavra de origem grega, há várias possibilidades de tradução. Uma das traduções em português é arrependimento, que significa literalmente, mudança de mente. Para que o processo de salvação aconteça na vida do homem é necessário haver um verdadeiro arrependimento, pois todos estamos destituídos da graça divina. Ellen White comenta que “Deus requer a completa entrega do coração antes que possa ter lugar à justificação” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, vol01, pág. 366). Kenneth Bailey declara que o "arrependimento é em tão pequena proporção uma ação humana que prepara o caminho para a graça, que ele pode ser colocado no mesmo nível do fato de ser encontrado." (BAILEY, Kenneth. As parábolas de Lucas. Tradução de Adiel Almeida Oliveira. 3. ed. São Paulo: Vida Nova, 1995. pág. 205).

Quinta-feira: A experiência da salvação: parte 2

Como podemos entender o perdão de Deus?

• Sobre o perdão, Ellen White declara: “Deus espera para conceder a bênção do perdão dos pecados, do perdão da iniquidade, do dom da justiça a todos quantos crerem em Seu amor, e Lhe aceitarem a salvação”. Cristo está pronto a dizer ao pecador arrependido: "Eis que tenho feito com que passe de ti a tua iniquidade." (Zacarias 3:4). Cristo é o elo de ligação entre Deus e o homem. O sangue de Jesus Cristo é a eloquente alegação que fala em favor dos pecadores. WHITE, Ellen. Manuscrito 32a, 1894.

• “Se nos entregarmos a Ele e O aceitarmos como nosso Salvador, seremos feitos justos nEle, por mais pecaminosa que tenha sido nossa vida. O caráter de Cristo substituirá o nosso caráter e seremos aceitos diante de Deus como se nunca houvéssemos pecado” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, pág. 62).

• Ellen White afirma que o “arrependimento é um dom de Cristo tanto quanto o perdão, e não pode estar presente no coração onde Jesus não esteve em ação". (Comentários de Ellen G. White, SDA Bible Commentary, vol. 6, pág. 1.056) A bíblia no traz um texto que demonstra o verdadeiro perdão divino: “Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim, e dos teus pecados não me lembro”. (Isaías 43:25 ACF).

Conclusão 

O evangelista John Wesley (1703-1791) foi roubado enquanto estava voltando para casa depois de uma noite de serviço. O ladrão, no entanto, encontrou a vítima com apenas um pouco de dinheiro e alguma literatura cristã. Enquanto o bandido começava a fugir, Wesley chamou, “Pare! Eu tenho algo mais a dar”. O assaltante se surpreendeu. "Meu amigo", disse Wesley, “você pode se arrepender desse tipo de vida. Se você o fizer, aqui está algo para se lembrar: O sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo o pecado!” O ladrão saiu correndo, e Wesley orou para que suas palavras pudessem dar frutos.

Anos mais tarde, Wesley cumprimentava as pessoas após um culto de domingo, quando foi abordado por um desconhecido. Que surpresa ao saber que aquele visitante, agora um crente em Cristo e um empresário de sucesso, era o mesmo homem que havia lhe roubado anos antes! "Eu devo tudo isso a você", disse o homem transformado. "Ah, não, meu amigo", Wesley exclamou: "Não para mim, mas para o precioso sangue de Cristo, que nos purifica de todo pecado!" (BOSCH, Henry G. Something More To Give. Our Daily Bread, October 1fst 1994 disponivel em: http://odb.org/1994/10/01/something-more-to-give/ acesso em 21/08/2012).

1. Éramos pecadores, andávamos cegos em meio às trevas.

2. O sangue de Jesus nos purifica de todos os pecados.

3. Só existe um caminho para a reconciliação com Deus: “Jesus Cristo”.

Pr. Everaldo Carlos 
Pastor do Distrito de Planta São Marcos em São José dos Pinhais/PR, pertencente à ASP

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