segunda-feira, 25 de março de 2013

A Mensagem de João Batista


João 1:15-34

 

OBJETIVO DO SERMÃO: Demonstrar que somos totalmente dependentes da graça de Cristo.

INTRODUÇÃO:

Imaginem se um pregador hoje começasse o seu sermão assim: “Raça de pecadores! Não pensem que vão escapar do julgamento de Deus! Mudem seu comportamento imediatamente! Deus requer uma vida honesta e justa daqueles que se declaram Seus filhos. As atitudes e os valores que Deus aprecia são as atitudes e valores do Seu Reino.

A vida justa é fruto do arrependimento sincero, que significa pensar e agir em harmonia com os mandamentos de Deus. Os conceitos do mundo, não são os conceitos de Deus; os padrões do mundo, não são os padrões de Deus. Não pensem que basta dizer que frequentam uma igreja. Igreja não salva ninguém. Dentro em breve, seu comportamento será exposto. Todo aquele que não produzir bom testemunho será tido por culpado. Vocês desprezam os valores morais, valores como a honestidade, virgindade e fidelidade. Se vocês não mudarem, serão destruídos para sempre.”

Pensem, se houvesse hoje um pregador que estivesse todo tempo a criticar as pessoas que se gloriam de coisas das quais deveriam ter vergonha de praticar, como reagiriam elas?.

Pois bem, nos dias de Jesus, esse pregador chamava-se João Batista. Por que ele adotou esse modelo tão acusador? Será que ele gostava de humilhar as pessoas? Querem minha opinião? Penso que ele conhecia as doenças das pessoas e queria convencê-las a procurar um médico capaz de curá-las. João nos ensinou que Jesus é o único ingrediente para todas as receitas da vida. Sua mensagem foi de identificação, e ele identificou:

• Quem era ele.
• Quem era o povo.
• Quem era Cristo.

I – QUEM ERA ELE? 

João se considerava muito pouco diante da grandeza de Cristo (verso 27). Ele só conseguia ver sua indignidade em contraste com a dignidade de Cristo. Para mim, João foi o primeiro discípulo de Cristo, embora não reivindicasse nada, nenhum título, nenhuma posição. Ele justificava a sua missão dizendo: “Eu sou a voz do que clama no deserto” (verso 23). O que João quis dizer com isso? O deserto é um lugar silencioso. João quebrou o silêncio do deserto com a sua voz, sua mensagem e seus apelos. João trouxe vida ao deserto.

As pessoas geralmente fogem do deserto. Nos dias de João, porém, as pessoas corriam para o deserto para ouvi-lo. Considerem um pouco o seguinte fato:

Havia quatrocentos anos que a nação de Israel se tornara um deserto. Não se ouvia a voz de nenhum profeta. O povo vivia oprimido por seus conquistadores. De repente, o silêncio do deserto foi quebrado por uma voz que se levantou com vigor.

Para um povo sequioso de esperança, a voz que se levantou no deserto prometeu um oásis. No início, o povo pensou que ele fosse o próprio oásis, até que ele se levantou e disse: “Eu sou apenas a voz que quebra o silêncio do deserto, mas Aquele que vem depois de mim tem, contudo, a primazia, porquanto já existia antes de mim” (verso 15). Em outras palavras, João disse: “Ele é o noivo, eu sou apenas o amigo do noivo.”

Falando dAquele a quem ele veio apresentar, disse certa vez: “Eu não sou digno de desatar-Lhe as correias das sandálias” (verso 27). Suas palavras significavam: “Eu não sou digno de ser nem Seu escravo.” Naquela época, antes de um rei apresentar-se em público, deveria ser anunciado por um arauto. O propósito dessa apresentação era chamar a atenção de todos para aquele que vinha a seguir e que deveria ser ouvido com atenção.

A apresentação de uma pessoa muito ilustre era uma tarefa honrosa para o arauto. Sua principal função era pedir os aplausos para quem estava vindo após ele.

Tudo o que encontramos na biografia de João nos dá a certeza de que ele tinha plena consciência do seu papel de arauto, mas ele também tinha plena consciência da condição do povo.

II – QUEM ERA O POVO?

Quando ele focou a condição do povo, pareceu rude. Para ele, o deserto representava a própria condição do povo: eram pessoas longe de Deus, escravas da vaidade e amantes da posição. Divididas entre dois extremos: o orgulho e a legalismo (Lucas 3:8).

João resumiu tudo o que sabia sobre o povo em uma frase bem curta: “raça de víboras” (Lucas 3:7). O deserto era conhecido como a habitação de víboras perigosas e cheias de veneno. Ao chamá-los de víboras, João estava usando uma figura de linguagem para descrever a condição moral e espiritual em que o povo se encontrava.

João mostrou-se um pastor atípico. Um pastor que não foi ao encontro das ovelhas doentes da casa de Israel. As ovelhas doentes da casa de Israel é que iam ao deserto para se encontrarem com o pastor. Ao chamá-los de víboras, estava, de certa forma, dizendo: “O deserto é o habitat de vocês.” Estava dizendo também: “Vocês têm um deserto dentro de vocês, cheio de víboras.” As víboras eram certamente as condições em que se encontravam. Sendo assim, víboras por fora e víboras por dentro.

O povo era como a árvore sem fruto. No seu apelo, João pediu que eles produzissem pelo menos um fruto, o fruto do arrependimento (Lucas 3:8). Que fruto é esse? Esse fruto só pode ser colhido se o viajor cansado encontrar um oásis. O povo precisava de um oásis. João, de certa forma, já havia dito: “Eu não sou o oásis, mas o Oásis está entre vós.”

Deus havia revelado a João, por ocasião do batismo de Jesus, que Ele, Jesus, era o Seu Filho amado, Emanuel, Deus Conosco (Mateus 3:16, 17). João sabia agora tudo sobre Cristo. Quando ele viu Jesus discretamente entre a multidão, não se conteve e anunciou: “Eis aí Aquele de quem vos tenho falado” – “Aquele a quem tenho anunciado” – “O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”.

Sua missão estava concluída quando ele anunciou o Salvador. Como um arauto, depois de cumprida a sua honrosa tarefa, deveria então deixar o palco. Há, porém, um episódio que merece ser destacado antes de João ter-se retirado de cena. Alguém o procurou e anunciou o sucesso de Jesus. Sua resposta foi magnífica: “Convém que Ele cresça e que eu diminua” (João 3:30).

Sua declaração equivale a dizer: “Eu já cumpri a minha missão. Meu papel era anunciá-Lo.” Certamente, ele cumpriu muito bem a sua missão quando disse: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.” Para o povo judeu, essa informação tinha um significado profético. O profeta Isaías havia comparado o Messias a um cordeiro. (Isaías 53:6, 7). Estaria João apresentando o Messias prometido?

III – QUEM ERA CRISTO?

João havia falado sobre si mesmo, havia falado sobre o povo e começou a falar sobre o Messias. Profeticamente, o Messias já havia sido apresentado como o Cordeiro. (Isaías 53:7). João ligou então a figura do cordeiro a três ações: arrependimento, confissão e perdão. Em outras palavras, com a apresentação de Jesus, ele convidou o povo a pensar nessas três ações.Vejamos como podemos enxergar essa projeção de João:

João apresentou Jesus sem rodeios e sem cerimônia. Sua apresentação levou o povo direto para o pátio do santuário. João estava naquele momento profetizando sobre o Calvário. A cerimônia que exigia o sacrifício de um animal estava com os dias contados. Um sacrifício superior e definitivo seria realizado (Hebreus 7:22). Crer e aceitar aquele sacrifício resultaria em perdão e salvação.

Jesus, certa vez, elogiou João dizendo: “...entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que João Batista; mas o menor no Reino dos Céus é maior do que Ele” (Mateus 11:11). João foi o maior profeta nascido de mulher porque a nenhum outro foi dado o privilégio dado a ele: ser o arauto do Rei dos reis e Senhor dos senhores.

João não foi o maior por si mesmo, mas pelo que lhe foi revelado e a quem ele revelou. Entretanto, a revelação dada a João não foi completa. João morreu sem testemunhar as cenas do Calvário. É nesse sentido que “o menor no Reino dos Céus é maior do que ele”. É nesse sentido que nós somos maiores do que João Batista, pois vivemos depois do Calvário e sabemos o que o Cordeiro de Deus fez por nós.

João não soube do sacrifício do Cordeiro, ocorrido naquela sextafeira santa; João não soube da ressurreição do Cordeiro no terceiro dia; João não soube da promessa feita a respeito do outro Consolador; João não soube da promessa da volta de Jesus nas nuvens do céu; João não soube que o Espírito Santo foi derramado sobre os discípulos, tornando- -os arautos da segunda vinda de Cristo.

Todos os que aceitam a Jesus como o Messias ocupam o lugar de João e recebem uma nova missão: a missão agora é anunciar a próxima vinda do Messias, não como Cordeiro e Vítima, mas como Senhor e Rei.

Vocês conseguiram perceber a nossa vantagem sobre João? Nós sabemos tudo o que aconteceu no Calvário e como a profecia de João foi cumprida. Nós sabemos como a graça de Deus foi derramada sobre o coração dos homens. As cenas do Calvário trazem à nossa memória os benefícios da graça. O Calvário nos oferece a graça salvadora. Nós somos testemunhas, ainda que não oculares, de tudo o que aconteceu no Calvário.

João anunciou. João viveu antes. Nós vivemos depois. João não viu. Nós estamos celebrando a vitória de Cristo até hoje.

CONCLUSÃO

Resta saber se entregaremos nosso deserto a Jesus; se O convidaremos para ser o Oásis de nossa vida; se, com arrependimento sincero, pediremos o Seu perdão; se, com gratidão, confessaremos: “Eu aceito o Cordeiro de Deus como o meu Salvador e Senhor.”

“Raça de víboras” certamente não é uma abordagem muito amistosa, mas, que tal entender que nos tornamos raça de víboras por causa do pecado? Na verdade, todos nós, descendentes dos homens, tornamo-nos raça de víboras por causa do pecado, mas “o soro antiofídico”, o sangue de Cristo, foi oferecido na cruz. (João 3:16).

A mensagem da serpente de bronze que Moisés levantou no deserto é esta: o homem foi ferido por uma víbora lá no Jardim do Éden, mas, no Calvário, Cristo ofereceu “o soro antiofídico” para todos que o quiserem (Números 21:4-9; João 3:14, 15). João convidou o povo para o deserto a fim de apresentar-lhe “o soro antiofídico”.

APELO:

Uma vez que fomos feridos pelo veneno do pecado, só nos resta uma opção: aceitar o “soro de Deus”.

A mensagem de João aponta para as marcas da graça salvadora. São MARCAS DE ESPERANÇA para todos nós. O Calvário não é um lugar de morte, é um lugar de vida! A mensagem de João aponta para o Calvário e seu apelo insistente é:

Você aceita o Cordeiro de Deus que tira o pecado de sua vida? Qual é a sua resposta?

1 comentários:

Logo em breve, teremos a mesma coragem de João Batista. Que o Espírito Santo preencha nossas igrejas e nos fortaleça para a grande missão que temos pela frente.

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