terça-feira, 5 de março de 2013

O mundo não acabou. Nem a esperança

Sempre que começa um novo ano nasce uma oportunidade para compartilhar o verdadeiro destino da humanidade, como registrado pela Bíblia.

A ideia de que o mundo iria acabar em 21 de dezembro de 2012 se espalhou rapidamente, principalmente pela popularização do filme intitulado “2012”. Trata-se de uma ficção que explora uma profecia baseada no calendário Maia, que termina justamente na data referida.

Esse povo adorava vários deuses e praticava diversos tipos de sacrifícios, utilizando tanto animais como humanos. As principais vítimas eram crianças e inimigos vencidos. Em relação à ideia de que teriam previsto o fim do mundo, ela não passa de um grande erro. Para eles, a história era cíclica, ou seja, quando um ciclo era concluído, outro começava.

Assim, 21 de dezembro se referia ao fim da presente era. Portanto, isso não tem nada a ver com o fim do mundo ou com uma série de terríveis catástrofes.

Na verdade, há uma peça, “o hieróglifo de Tortuguero, que faz referência ao fim da quinta era, a atual, em dezembro de 2012, a qual se refere à vinda de Bolon Yocté (deidade Maia)”. Diante disso, é impossível não pensar num paralelo com a esperança cristã da segunda vinda de Jesus. Porém, é decepcionante ver quanto interesse há por estudar o que os Maias diziam e o desinteresse pela verdade bíblica.

Registro milenar

A Bíblia fala de um tempo em que os homens “não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas.” (2Tm 4:3 e 4).

O fim do mundo e a destruição do planeta Terra soam como uma horrível, sangrenta e implacável ideia que amedronta pessoas em todos os lugares. Quando teorias como essa se espalham, elas inicialmente produzem alvoroço, mas o resultado final é triste demais. Trata-se de uma estratégia de Satanás para esconder a verdade e manter a mente dos seres humanos sob seu poder. Hoje ele trabalha para alienar-nos sobre a existência de Deus e de sua verdade por meio de vários artifícios:

• Excesso de informação: a busca de informações ocupa todo o tempo que as pessoas teriam para meditar, para refletir sobre a vida, o propósito e as atitudes de cada um. Ninguém tem tempo.

• Cultura inútil: as pessoas são levadas a saber coisas completamente desnecessárias. Não há pensamento analítico e, por isso, pensam que é bem mais fácil sentar e assistir a um filme do que ler um bom livro.

• Incentivo ao consumo: entretenimentos que viciam e estimulam a violência e a sensualidade.

• Abuso do corpo: o prazer se tornou a religião de muitas pessoas, fazendo com que percam completamente a noção de que o corpo é o templo do Espírito Santo. A alegria vai embora e elas tentam coisas mais radicais e estranhas a fim de encontrar prazer.

• Alimentação que causa enfraquecimento: as pessoas abusam da saúde ao ingerir alimentos de péssima qualidade e em excesso, comprometendo a capacidade de tomarem decisões. “Hábitos errôneos no comer e beber conduzem a erros no pensar e agir.”

• Sensação de estresse e constante vazio que leva a busca de constates novidades: virou moda as pessoas dizerem que estão estressadas. O excesso de atividades gera uma sensação de que é preciso estar cheio de tarefas para ser útil e feliz, criando espaço para o abuso de remédios e drogas.

• Emocionalismo religioso e manipulação da fé: mesmo o cristianismo deixou de ser a fé baseada na palavra de Deus para ser a fé emotiva. As igrejas viraram centros de entretenimento e os membros tornaram-se consumidores. Por isso são vítimas de toda sorte de enganos.

• Manipulação franca e agressiva dos meios de comunicação.

• Apatia: a mesma mensagem que impressionava corações, hoje é recebida com indiferença. É a triste realidade apresentada por Cristo ao dizer “nem és frio nem quente” (Ap 3:15). “A cada rejeição da verdade, o espírito do povo se tornará mais entenebrecido, mais obstinado o coração, até que fique entrincheirado em audaciosa incredulidade.” “Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus. Por esta razão, não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor. E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito”(Ef 5:15-18). Sinais de esperança

Ao contrário do que a maioria da população possa pensar, o fim do mundo não é uma coisa ruim. Afinal, a violência, corrupção, imoralidade, desigualdade social, catástrofes naturais, ou seja, toda forma de mal, um dia precisa parar. E os Maias não tinham muita esperança quanto a isso. Por entenderem a vida e a História como um ciclo e não saberem separar o bem e o mal , tudo o que criam é que a ela se repetia com o passar do tempo. Mas a Bíblia tem uma mensagem de esperança muito clara. Jesus vem para colocar um ponto final no sofrimento dos Seus filhos.

“Meu povo perece por falta de conhecimento” (Os 4:6). Jesus lembra que “tenho ainda outras ovelhas que não estão nesse aprisco” (Jo 10:16), ou seja, há muitas pessoas que pertencem ao Senhor Jesus e ainda não O conhecem verdadeiramente. Por isso, Ele quer reuni-los ao redor de si, em sua igreja, porque eles correm risco de morte eterna e, portanto, precisam ser alertadas.

A verdade sobre o fim do mundo é que não podemos saber o dia (Mt 24:36), mas devemos estar atentos aos sinais (Mt 24:32 e 33). Cristo advertiu que os últimos dias seriam de muitos enganos e enganadores, que, se possível, “enganariam até os escolhidos” (Mt 24:24). Os verdadeiros filhos de Deus confiam na Bíblia, e fazem dela a fonte de conhecimento para entender os tempos e as épocas. “Nossa única salvaguarda contra as astúcias de Satanás é estudar as Escrituras diligentemente, possuir inteligente compreensão das razões de nossa fé, e cumprir fielmente todo dever conhecido.”

Desde o fim dos 1260 anos, em 1798, estamos vivendo o tempo do fim. As profecias bíblicas com respeito a esse período são confiáveis porque elas passaram pela prova do tempo e foram cumpridas ao longo da História. Veja os capítulos 2, 7, 8 e 9 de Daniel, do surgimento e desaparecimentos de reinos e nações ao nascimento do salvador do mundo na “plenitude do tempo” (Gl 4:4). Tudo aconteceu como está escrito. Restam apenas detalhes. O maior deles é proclamar o evangelho ao mundo. O fim vem após isso (Mt 24:14), com o retorno de Cristo.

Vida nova na eternidade

Logo, é muito importante seguirmos o conselho que Deus nos deu por meio de Ellen White: “Precisamos buscar hoje a Deus, e estar decididos a não ficar satisfeitos sem Sua presença. Devemos vigiar e trabalhar e orar como se este fosse o último dia que nos fosse concedido.”

Os Maias esperavam o deus Bolon Yocté, que pode ser tomado como figura de todas as falsas esperanças, de todos os falsos deuses que os homens criaram e ainda criam para si mesmos. Mas para que serve esperar por um deus que vem e não muda nada? Cristo vem para fazer “novas todas as coisas” (Ap 21:5).

Ele está preparando um lugar para você. Foi com esse intuito que Jesus subiu ao Pai. A única razão para ainda estarmos aqui é trabalhar para que se complete o número daqueles que hão de ser salvos (Ap 6:11), porque Ele não quer que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento (2Pe 3:9). Nesse ponto você é um colaborador de Deus.

A verdade sobre a volta de Jesus é que ela será o fim para aqueles que não estiverem preparados (2Ts 2:8), mas será apenas o começo para aqueles que disserem “eis que este é o nosso Deus, em quem esperávamos, e ele nos salvará; este é o Senhor, a quem aguardávamos; na sua salvação exultaremos e nos alegraremos.” (Is 25:9). Deus deseja que você esteja nesse grupo. Lembre-se disso: “É nessa hora de aperto que o Deus de Israel intervirá para o livramento de seus escolhidos.”

Elieser Ramos é pastor, diretor do departamento de Lar e Família e conselheiro dos pastores da Igreja Adventista que atuam na região central do Paraná.

Referências:

- http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/999375-fim-do-mundo-maia-e-um-erro-de-interpretacao-diz-arqueologo.shtml

- Hugo, Vitor. O último dia de um condenado, p. 10.

- White, Ellen G. Santificação, p. 27.

- White, Ellen G. O grande Conflito, p. 609.

- http://pt.wikipedia.org/wiki/Maias

- White, Ellen G. Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 58.

- White, Ellen G. Testemunhos Seletos, v. 2, p. 60.

- White, Ellen G. O grande conflito, 641.

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