domingo, 30 de junho de 2013

Resumo da lição número 1 da Escola Sabatina


 
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TÍTULO: REAVIVAMENTO: NOSSA GRANDE NECESSIDADE


TEXTO-CHAVE: 
“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo” (Ap 3:20).

OBJETIVOS: 

 • Aprender mais sobre o caráter de Deus revelado em apocalipse.

• Compreender o momento em que vivemos, nesta batalha entre o bem e o mal.

• Buscar um reavivamento com urgência, permitindo uma conversão de nossos hábitos pelo Espirito Santo.

VERDADE CENTRAL:

Embora saibamos que Laodiceia representa a igreja e não o mundo, podemos afirmar que trata-se de uma igreja que reflete as mazelas do mundo em seu ambiente. Portanto há uma relação de semelhança entre a condição laodiceana e situação do mundo que a cerca. Uma perigosa autoconfiança que aponta para a necessidade de um urgente reavivamento espiritual.

DOMINGO: Esperança para Laodiceia

Laodiceia [Laodikeia]. Este nome surge da junção de dois vocábulos gregos: Laos, povo (Mt 26;5; Lc 7:29; 19:48; At 3:23; 4:10; Rm 9:25; Hb 2:17; 1 Pd 2:9; Jd 5; Ap 5:9; 17:15) e Dikaiosin, justiça, retidão, juízo (Mt 5:6; At 17:31; 24:25; Rm 9:30; Fp 3:6; Tt 3:5; Hb 11:33). Sua tradução literal poderia ser: povo julgado ou povo do juízo. “Era uma importante cidade do oeste da Ásia Menor, na Frígia. Provavelmente foi fundada por Antíoco II (261-246 a.C.), que em homenagem a sua irmã e esposa, Laodice, a pôs esse nome e a povoou com sírios e judeus trazidos de Babilônia.” (Dicionário Bíblico ASD, 697).

Por qual motivo Jesus apresenta para Laodiceia usando três títulos para si mesmo? (Ap 3:14).

Ele se apresenta como o amém porque é mais que o portador da verdade de Deus, é o autor e a própria verdade em pessoa, como Ele mesmo dissera: “Eu sou o caminho, e a verdade (grego: alētheia) e a vida” (Jo 14:6). Em João 3:5 aparece o termo grego amen, traduzido para o advérbio verdadeiramente. Aquele que é capaz de apresentar, com autoridade, as verdades mais contundentes sobre a real condição de Laodiceia e da vida pessoal de cada filho de Deus.

Ele se apresenta como a testemunha fiel e verdadeira. É testemunha da verdadeira condição da igreja de Laodiceia, porque conhece suas obras detalhadamente. Seu testemunho, muitas vezes negligenciado, precisa ser alvo de nossa mais zelosa atenção, porque ele também é testemunha da ação graciosa da parte de Deus e Seu interesse de resgatar Seu povo.

Ele se apresenta como o principio da criação de Deus. Jesus é Criador. Dele emana a palavra que tem poder de fazer surgir vida do nada. O logos criativo do capítulo 1 do Evangelho de João. “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (João 1:1-3). Esses três modos de Jesus se apresentar para a igreja de Laodiceia enfatizam três atributos Seus que tem o potencial de solucionar os mais delicados problemas desta igreja simbólica. Assim Ele compartilha uma mensagem de esperança e renovação espiritual para Seu povo penitente naquele período. Ou seja, a mensagem é para cada um de nós.

Se alguém está em Cristo, nova criatura é (2Co 5:17).

SEGUNDA: Uma Repreensão Amorosa

Como um Salvador amoroso e compassivo Jesus repreende Sua igreja com o propósito de salvá-la?

Ele mesmo revela sua nobre intensão ao afirmar: “Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te” (Ap 3:1). Laodiceia precisa ser advertida; caso contrário será certa a sua ruína A motivação por traz da repreensão é o amor que Deus tem para conosco, nós que formamos Sua igreja. A repreensão do Senhor é um chamado para uma renovação espiritual, uma mudança de vida, um reavivamento espiritual. “Um reavivamento da verdadeira piedade entre nós, eis a maior e a mais urgente de todas as nossas necessidades. Buscá-lo, deve ser nossa primeira ocupação” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 121).

Alguns pensam que a repreensão do Senhor sobre Sua igreja é o mesmo que rejeição. Isso é um erro pois Ele poda a árvore para que produza mais fruto ainda (Jo 15:2,3) não para aniquilá-la. O senhor tem grandes planos para Sua igreja do final dos tempos. Ele mesmo se encarregará de promover a renovação espiritual que precisa acontecer no seio da igreja e essa promessa já está revelada em Joel 2:28-30 e: “Antes de os juízos finais de Deus caírem sobre a Terra, haverá, entre o povo do Senhor, tal avivamento da primitiva piedade como não fora testemunhado desde os tempos apostólicos. O Espírito e o poder de Deus serão derramados sobre Seus filhos” (O Grande Conflito, p. 464).

E mais: “Ao avizinhar-se o fim da ceifa da Terra, uma especial concessão de graça espiritual é prometida a fim de preparar a igreja para a vinda do Filho do homem” (Atos dos Apóstolos, p. 55).

TERÇA: Percepção e Realidade

O abismo entre a autoimagem de Laodiceia e sua realidade espiritual é, no mínimo, emblemático. Sua proclamação do autoconceito adotado difere grandemente do conceito do alto, revelado. O que Deus diz de Laodiceia não sanciona o que ela diz de si mesma. Representa a incoerência de um grupo de pessoas que professa ter uma experiência espiritual cuja vida de santidade não confirma. Assim, muitos cristãos estão acomodados e perigosamente equivocados com respeito a sua real condição espiritual e precisam ouvir a voz da Testemunha fiel e verdadeira sobre sua debilidade espiritual antes que seja tarde demais. Alguns estão confortavelmente satisfeitos com um estado de torpor, de indiferença e de cegueira porque não estão vislumbrando o caráter dAquele que é “maravilhoso conselheiro, Deus forte, pai da eternidade e príncipe da paz” (Is 9:6). Somente quando olharmos para Jesus em toda Sua beleza e santidade, veremos com clareza a nossa debilidade. Somente quando vislumbrarmos o Seu manto branco de justiça veremos nosso trapo de imundícia (Is 64:6). Antes disso estaremos cegos quanto aos nosso delitos e pecados. Nesse aspecto o grande conflito também se revela, pois enquanto o inimigo pretende nos enganar nos mantendo na ignorância com respeito a nossa realidade espiritual, o Amigo (Jo 15:15) nos adverte e nos confronta com a verdadeira necessidade ao mesmo tempo em que se apresenta como a solução pra o nosso problema. Se permitirmos Ele fará a obra de "restauração da vista aos cegos” (Lc 4:18).

QUARTA: O remédio Divino

O que Deus quis dizer quando falou de “ouro refinado pelo fogo”, “vestiduras brancas”, e colírio”?

Não estamos abandonados às nossas mazelas. Podemos glorificar o nome de Deus na certeza de que “ainda que o SENHOR é excelso, atenta todavia para o humilde; mas ao soberbo conhece-o de longe” (Sl 138:6). Deus não apenas diagnostica, mas oferece o remédio para a apatia laodiceana. Todo aquele que humildemente aceitar a declaração divina do seu estado de alienação da realidade, de apatia, de indiferença e de perda do senso de urgência, será alvo da misericórdia do Senhor e terá acesso ao remédio divino capaz de promover a cura e a completa restauração.

Ao coitado, miserável e pobre Ele oferece "ouro refinado pelo fogo", ao nu concede “vestiduras brancas", e ao cego é oferecido "colírio" (veja Apocalipse 3:17, 18).

O grande Negociante, possuidor de riquezas espirituais, diz: ‘Abra a porta, e negocie comigo. Sou Eu, seu Redentor que aconselha você a comprar de Mim’”

Ao mesmo tempo em que são declarados como coitados, miseráveis e pobres, os laodiceanos são convidados a comprar elementos precisos, de grande valor, das mãos do negociador que bate à porta (Ap 3.) A questão é: de quais riquezas poderiam eles se valer para adquirirem aquilo que seria o remédio para suas mazelas? A proposta feita a Laodiceia se assemelha ao convite dirigido aos cansados e oprimidos em Mateus 11:28,29: “vinde a mim, vós cansados” e, “tomai sobre vós o meu jugo”. Parece contraditório colocar um jugo sobre quem já está cansado tanto quanto propor que um miserável, pobre, cego e nu compre ouro refinado. Em ambos os casos a Providencia lança o convite e provê os recursos. Aqui Deus está nos convidando a confiar, buscar e depender completamente dEle. Podemos, sem medo, abrir a porta da nossa casa, vida, coração para Aquele que propõe algo tão especial para nós. Ele pagou a conta e nos oferece os recursos dos Seus méritos para adquirirmos o ouro, o colírio e as vestes. Ele mesmo assume nossas cargas e em troca nos da o seu jugo suave e leve. Um grande negócio para qualquer um de nós! Precisamos permitir que Deus inicie e complete Sua obra de redenção e de transformação em nossa vida. A escolha é nossa e ele a respeitará. Entrará em nossa casa somente se o permitirmos, mas se o fizermos Ele promoverá uma genuína e completa revolução.

QUINTA: Amor Incansável

Qual é o objetivo de Deus para conosco?

Apocalipse 3:20 apresenta o Criador vindo na direção das criaturas. Ele bate em busca de relacionamento, de aconchego, convivencia...O inimaginavel está acontecendo: o Criador buscando intimidade com os seres criados. Quando compreendermos este amor não teremos mais medo. Não nos esconderemos mais dEle. Abriremos a porta com a convicção de que Ele não vem exigir de nós nada que não tenha nos dado primeiro. Ele não vem de mãos vazias, não vem como o ladrão, disposto a tirar, vem como amigo, decidido a abençoar.

Uma vez que compreendamos o valor de sua oferta e abramos a porta para Ele ter acesso à nossa casa, outro estágio desse relacionamento se desencadeará. Ele quer cear conosco. Isso representa um grau de intimidade e comunhão ainda mais profundo. Aqueles que O deixarem entrar em sua casa, e lhe concederem um lugar à mesa, receberão como recompensa, um lugar em Seu trono, em Sua casa, o lar eterno de glória (Ap 3:21). Isso mostra, mais uma vez, que sempre que fizermos algum “negócio” com Cristo, sempre que renunciarmos algo em favor de nossa relação com Ele, sairemos ganhando infinitamente mais do que investimos.

“Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono” (Ap 3:20). Em última instancia reavivamento é isso, essa nova realidade para aqueles que aceitarem Seu convite: de miserável, pobre, cego e nu para filhos e filhas do Rei do Universo, reinando eternamente com Ele em Seu trono. “Mas os santos do Altíssimo receberão o reino, e o possuirão para todo o sempre, e de eternidade emeternidade.” “E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão, e lhe obedecerão” (Daniel 7:18, 27). 

CONCLUSÃO

Sim, essa é a nossa grande necessidade: um genuíno reavivamento fruto do reconhecimento de nossa culpa, de uma experiência de profundo arrependimento e da plena dependência da justiça divina. Tudo isso será verificado e vivido no ambiente da comunhão, da oração e do engajamento comprometido com os interesses do reino de Deus.

“Precisa haver um reavivamento e uma reforma, sob a ministração do Espírito Santo. Reavivamento e reforma são duas coisas diversas. Reavivamento significa renovação da vida espiritual, um avivamento das faculdades da mente e do coração, uma ressurreição da morte espiritual. Reforma significa uma reorganização, uma mudança nas ideias e teorias, hábitos e práticas. A reforma não trará o bom fruto da justiça a menos que seja ligada com o reavivamento do Espírito. Reavivamento e reforma devem efetuar a obra que lhes é designada, e no realizá-la, precisam fundir-se. Review and Herald, 25 de fevereiro de 1902” (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 128).

Alguns ingredientes: Oraçao, reavivamento e reforma. “Os maiores reavivamentos da história têm sido resultado de oracao diligente e sincera. As centelhas do reavivamento são acesas no altar da oração. Reavivamento e oração estão indissoluvelmente ligados. Sem oração insistente e perseverante não há poder correspondente” (Mark Finley, O Reavivamento Prometido, 9). Ellen White afirma que “só podemos esperar um reavivamento em resposta à oração” (Mensagens Escolhidas, v. 1 p. 121).

Na etapa seguinte, como resultado desse reavivamento se seguirá uma perceptível reforma. Cada uma dessas experiências terá seu significado e importancia para o preparo do povo de Deus e a finalização da obra. "Reavivamento significa renovação da vida espiritual, um avivamento das faculdades da mente e do coração, uma ressurreição da morte espiritual. Reforma significa uma reorganização, uma mudança nas ideias e teorias, hábitos e práticas." (Mensagens Escolhidas, vol 1, p. 128).

Algo novo, diferente, grandioso precisa acontecer na vida do povo de Deus para que este reflita a luz que emana do Criador sobre as pessoas que vivem em trevas. Para isso é urgente a necessidade de um reavivamento espiritual. Laodiceia é chamada ao arrependimento e a uma nova vida com Cristo. Nesse sentido cada cristão pode ter a sua experiencia pessoal vivendo no tempo de Laodiceia sem ser um puro laodiceano. A escolha é sua e é minha. Como vamos enfrentar este desafio?

Edinaldo Juarez Silva 
Departamental de Ministério Pessoal e Escola Sabatina 
Associação Norte Paranaense

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