domingo, 28 de julho de 2013

Resumo da lição número 5 da Escola Sabatina


 
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TÍTULO: OBEDIÊNCIA: O FRUTO DO REAVIVAMENTO

TEXTO-CHAVE: “As armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2Co 10:4,5)

OBJETIVOS:

Entender o processo do reavivamento espiritual; Compartilhar das experiências vividas pelos cristãos primitvos Buscar o reavivamento do Espírito santo diariamente

VERDADE CENTRAL:

O Genuíno reavivamento causará um visível impacto na vida prática daqueles que o experimentarem. Reavivamento sem reforma não se comprovará verdadeiro, pois toda vez que o Espírito de Deus, mediante Sua Palavra, encontrar espaço para operar na vida espiritual dos indivíduos, produzirá frutos dignos de uma nova vida em Cristo.

DOMINGO: Vida transformada

Mark Finley, diz que o chamado para o reavivamento “é um chamado ao cristianismo verdadeiro e autentico. Não é um apelo a uma experiência superficial. Não é um chamado para o exterior sem o interior. É um chamado para permitir que o Espírito Santo queime todo traço de mundanismo, rebelião e falta de comprometimento e nos dê o brilho de uma genuína experiência com Deus.” (O Reavivamento Prometido, 51).

Foi pela atuação direta do Espírito Santo que uma coragem igualmente santa se apoderou do vacilante e inseguro apóstolo, depois do Pentecostes, a ponto de leva-lo a responder à ameaça do sumo sacerdote com as palavras de convicção: “Mais importa obedecer a Deus do que aos homens” (At 5:29). Agora, a obediência a Deus mediante uma vida em harmonia com Sua vontade revelada, se tornou o tema do coração de Pedro. Ele não mais vacilaria entre a vontade e o dever. Não mais as circunstancias determinariam suas atitudes diante dos desafios espirituais. Os reclamos divinos ocuparam o lugar onde sempre deveriam estar no centro de sua vida e experiência religiosa.

A injustiça, hipocrisia e rebelião da casta sacerdotal judaica, há décadas apostatada da verdadeira piedade, agora encontrou em Pedro, um acirrado acusador. Uma voz denunciadora cheia de coragem e convicção, bradava em nome dos milhares de sinceros filhos de Deus negligenciados, enganados e até perseguidos por aqueles que deveriam ser seus guias espirituais.

O clímax do compromisso de Pedro com a verdade e sua indignação com a injustiça dos líderes da nação se revelou na mais séria denúncia: “O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus, ao qual vós matastes, suspendendo-o no madeiro” (At 5:30).

A essa séria acusação ele acrescentou palavras que confirmavam como fidedigna a fonte dessa informação: “E nós somos testemunhas acerca destas palavras, nós e também o Espírito Santo, que Deus deu àqueles que lhe obedecem” (At 5:32). Assim, Pedro, por palavra e por exemplo, estabeleceu uma estreita relação entre a obediência, a fidelidade e a manifestação do Espirito Santo na vida dos filhos de Deus.

SEGUNDA: O alto preço da obediência

Como Estevão é descrito?

Estêvão foi escolhido para fazer parte de um grupo seleto de “homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria” (At 6:3).Os versos 5, 8 e 10 confirmam que ele preenchia as mais elevadas expectativas estabelecidas pelos apóstolos, e isso ficou evidente quando seu poder de argumentar em favor da verdade e contra as falácias de alguns líderes judaicos incitou gente do povo, anciãos e escribas contra ele, os quais ´não podiam resistir à sabedoria, e ao Espírito com que falava” (At 6:10).

Em decorrência de sua fidelidade e coragem resultantes da unção do Espírito Santo em sua vida, Estêvão experimentou o significa ser fiel até a morte ( Ap 2:10).

Deus nos convida a uma experiência de fidelidade, deseja que cada cristão decida ser fiel a Ele custe o que custar, a despeito das circunstancias. Enfrentam suas provas confiantes no poder e no cuidado de Deus por seus filhos.

Por outro lado aqueles que vivem sob a influência do hedonismo moderno, não sabem o que isso significa. Nunca tiveram tal experiência e a consideram uma excentricidade religiosa.

Você já parou para imaginar até que ponte você será fiel? Alguns cristãos argumentam assim: se for cômodo, se não demandar renúncia ou prejuízo, se não sacrificar meus prazeres, então serei fiel... Mas, “os embaixadores de Cristo não têm nada a ver com as consequências. Eles devem realizar o seu dever e deixar os resultados com Deus” (O Grande Conflito, 609). Como então deveríamos tomar decisões morais? EGW escreveu: “Ao decidir sobre qualquer curso de ação, nós não devemos perguntar se isso trará prejuízo, mas se estaremos cumprindo a vontade de Deus”(Patriarcas e Profetas, 634).

Este princípio sustenta a admoestação dada por Cristo: “Não temais as coisas que tens de sofrer... Sê fiel até a morte”. (Ap 2:10). Esse pode ser o preço da fidelidade que alguns cristãos terão de pagar, especialmente no contexto da intolerância religiosa prevista para o final dos tempos. Mas muitos cristãos estão sucumbindo hoje ao serem provados por circunstâncias muito menos rigorosas. Se não conseguirmos ser fiéis no pouco, provavelmente não seremos no muito.

TERÇA: Quando o Espírito surpreende

O Espírito Santo nos surpreende pelo que Ele faz em nós, o impacto que nos causa ao atuar de forma incisiva em nossa vida, alterando radicalmente o curso de nossa trajetória, provocando mudanças e transformações dramáticas; mudando valores, cosmovisão, prioridades, curso, alvos etc. Esse fenômeno tão encantador é um milagre chamado conversão.

Mas o Espirito Santo também nos surpreende com o que Ele faz através de nós. É impressionante perceber o que já foi realizado por pessoas simples, doutores, camponeses, empresários, operários, catedráticos, donas de casa etc. Qualquer um que permitir que Ele atue profundamente em seu ser, sentirá os efeitos disso na vida pessoal e no impacto de sua experiência e influência na vida de outros. Pelo exemplo de governantes, profetas, apóstolos e gente de origem simples como Ellen White, William Carrey, John Wesley, Martinho Lutero, entre outros, nós já vimos que o mundo pode ser abalado pela atuação de uma pessoa que permite ser usada, sem reservas, pelo Espírito de Deus.

“Podes ser uma grande bênção para outros se te entregares sem reservas ao serviço do Senhor. Ser-te-á concedido poder do alto se tomares posição ao lado do Senhor. Por meio de Cristo podes escapar da corrupção que pela concupiscência há no mundo, e ser um nobre exemplo do que Cristo pode fazer pelos que cooperam com Ele” (Medicina e Salvação, 43).

Paulo e Ananias foram dois grandes exemplos de que é impossível prever a utilidade de alguém que renunciando ao próprio eu se coloca sem reservas sob a direção do Espirito Santo. Embora somos tentados a ter o domínio, o controle e reunirmos um grande volume de informação antes que possamos avançar em um determinado curso de ação, eles permaneceram obedientes e fiéis mesmo sem entenderem tudo a respeito da tarefa que lhes fora confiada. Isso é o que significa fé: andar com convicção mesmo não vendo tudo, não tendo todas as respostas, porque “a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem” (Hb 11:1).

QUARTA: Sensibilidade ao chamado do Espírito

Paulo disse: “Por isso, ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial”

(At 26:19). Agripa disse: “Por pouco me queres persuadir a que me faça cristão!” (At 26:28). Estas duas afirmações estão em posições diametralmente opostas. O apóstolo afirma sua submissão à revelada vontade de Deus para sua vida. Uma vez que ele identificou a visão na estrada de Damasco como sendo a voz de Deus, decidiu ser obediente a esta voz e permitir que o Espírito Santo mudasse o curso de sua vida. Sua trajetória foi reprogramada e o perseguidor tornou-se perseguido. O grande oponente do cristianismo tornou-se o grande expoente. O feroz acusador do povo de Deus veio a ser um dos seus mais eminentes defensores.

“Profundamente impressionado, Agripa perdeu de vista por um momento o ambiente e a dignidade de sua posição. Tendo apenas consciência das verdades que tinha ouvido, vendo somente o humilde prisioneiro que estava diante dele como embaixador de Deus, respondeu involuntariamente: ‘Por pouco me queres persuadir a que me faça cristão!’. Festo, Agripa e Berenice podiam com justiça trazer nos pulsos os grilhões que acorrentavam o apóstolo. Eram todos culpados de graves crimes. Esses transgressores tinham ouvido nesse dia a oferta de salvação mediante o nome de Cristo. Um, pelo menos, estivera quase persuadido a aceitar a graça e o perdão oferecidos. Mas Agripa afastou a misericórdia oferecida, recusando aceitar a cruz de um Redentor crucificado.

A curiosidade do rei foi satisfeita, e levantando-se deu a entender que a entrevista tinha terminado.” (Atos dos Apóstolos, 438).

Se Agripa quis dizer que Paulo quase o persuadiu a se tornar um cristão ou que o apóstolo ofereceu poucos argumentos para o convencer a se tornar um cristão, pode não ser o principal ponto de discussão, já que, de uma forma ou de outra, o Rei rejeitou a mensagem de salvação que veio graciosamente suprir sua mais probante necessidade.

Submissão, harmonia e fidelidade à luz que chega até nós. Este é um sério desafio colocado diante da igreja e de cada cristão moderno. Temos um glorioso conjunto de verdades biblicamente fundamentadas que iluminam nossos passos como indivíduos, família e igreja. Não precisamos errar por falta de orientação profética, a temos em abundância. Nosso desafio é vivermos em harmonia e submissão a essa luz.

Os exemplos de Paulo e de Agripa representam duas classes de pessoas e de respostas à verdade da Palavra de Deus. Uma delas poderá celebrar e dizer convictamente: “obedeci à revelação celestial”, a outra terá que declarar: “quase decidi tornar-me cristão” ou “foi pouco o que me ofereceram para que me tornasse um cristão” e depois constatar a sentença final: quase salvo, totalmente perdido. Dia a dia estamos definindo qual será a nossa experiência final.

QUINTA: Obediência guiada pelo Espírito

Jesus foi obediente até a morte de cruz. Ele foi além do que poderíamos chamar de limite, portanto para Ele não havia limites para sua fidelidade aos propósitos estabelecidos pela Divindade da qual fazia parte. “Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu” (Hb 5:8).

Essa é a essência da vida no Espírito: obediência, submissão e fidelidade a Deus e à Sua Palavra. Jesus experimentou isso manifestando a presença do Espírito Santo em sua vida não apenas por uma espiritualidade arrebatadora evidenciada por maravilhas e sinais miraculosos, mas mediante uma vida humilde e obediente à soberania de Deus, o Pai e às orientações do Espírito.

O apóstolo Pedro chama os cristãos da dispersão de “Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo” (1 Pe 1:2); enfatizando que é para a santificação e constante progresso na obediência, que é harmonia com a vontade de Deus, que o Espírito Santo opera na mente humana convencendo-nos “do pecado, e da justiça e do juízo” (Jo16:8). Assim, nós, em cujo coração habita o Espírito, devemos confiar em Deus e fazer o que é certo, crendo que Ele cuidará das consequências de nossa fidelidade. As consequências daquilo que fazemos de correto segundo a orientação das Escrituras não são mais problemas nossos, mas de Deus.

Você gostaria de confiar em Deus e ser fiel a toda a Sua vontade revelada? Busque o poder do Espírito Santo e Ele te capacitará para isso “purificando as vossas almas pelo Espírito na obediência à verdade, para o amor fraternal, não fingido (1 Pd 1:22).

CONCLUSÃO

Deus não apenas espera mas também oferece os recursos para que aqueles que forem cheios do Espírito Santo e experimentem o genuíno reavivamento, demonstrem isso numa experiência de vida transformada e obediência a Seus mandamentos, porque a verdadeira reforma deve seguir o verdadeiro reavivamento. Por isso devemos ter cuidado com os falsos movimentos religiosos de reavivamento. Falso reavivamento não é seguido da reforma de vida. Ele não contempla a obediência aos mandamentos de Deus. Falso reavivamento é sentimentalismo, emocionalismo, arroubo e comoção com pretexto religioso sem compromisso com uma vida reta de obediência a Deus. “Santidade não é arrebatamento: é inteira entrega da vontade a Deus; é viver por toda palavra que sai da boca de Deus;… é andar pela fé... é apoiar-se em Deus com indiscutível confiança , descansando em Seu amor” (Atos dos Apóstolos, p. 51).

Se uma pessoa andar em intimidade com Deus, sua vida evidenciará isso tanto no interior como no exterior. O amor de Cristo e o fruto do Espírito fruirão dele mediante palavras e gestos de amor. Os homens verão os efeitos dessa vida transformada e glorificarão o nome de Deus. Seja essa a sua experiência.

Edinaldo Juarez Silva 
Departamental de Ministério Pessoal e Escola Sabatina 
Associação Norte Paranaense

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